Bob Wollheim: “Hein, você mesmo, não olha pro lado, é você mesmo: elite brasileira!”

Se cada pessoa deixar de fazer uma coisa por dia que sabe que não é bacana, a gente muda o país

A VERO é uma mídia de Alphaville, uma das regiões mais desenvolvidas do país, e que tem uma parcela muito concentrada de líderes, então, a chance de você que me lê neste minuto ser parte do que chamamos de elite do país é grande.

Reconheça-se, é, sim, com a gente

 Você não acha que é elite? Ok, a gente tende a achar que a tal elite são os outros, mas, veja bem, se você é morador de Alphaville… Deu pra entender, né?

Ah, e antes que você fique nervoso, quem vos escreve, eu, também faz parte, sim, dessa elite, ou seja, parte de uma minoria que empreende ou gere as maiores empresas do país! Somos nós!

Autocritique-se, em vez de achar que são eles

Uma das coisas que, penso, mais ajudam as pessoas a mudar (ou a melhorar, pois no fundo ninguém muda) é se conhecer a ser capaz de fazer autocrítica. Dói, eu sei, mas sem isso, e com egos exagerados, fica muito difícil mudar (ou melhorar) qualquer coisa na gente mesmo!

Tenha um propósito além de se dar bem

Você quer ganhar dinheiro, ter poder, ter uma vida boa, comprar coisas e viver bem. Ok, nada de errado com isso tudo, mas, fora essas coisas de dia a dia, você tem algum propósito com o planeta, com a vida, com essa pobreza que nos cerca, com a concentração eterna de renda que vivemos? Algum propósito de ajudar a sairmos do buraco de trambicagens em que transformamos o país (já escrevi aqui, não venha achar que são eles em Brasília os causadores de tudo)?

Faça alguma coisa prática, mesmo que pequena

Se você chegou até aqui (imagino que muitos já caíram fora desse papo chato autocobrador), em primeiro lugar, parabéns.

Talvez você, como eu, ao menos tenha refletido sobre essas coisas. E, por fim, tem, sim, algo maior na sua mente, uma vontade ao menos de tentar causar um impacto positivo no mundo, mesmo que você não faça muita ideia de por onde começar isso. É mais ou menos onde me encontro.

Mas tem uma coisa que tenho colocado como objetivo de vida – pois acredito que é nas pequenas atitudes de milhões de pessoas que está a mudança cultural: é procurar pequenas coisas que posso mudar no meu dia a dia, como não fazer com os outros o que não gostaria que fizessem comigo. Se cada pessoa, de fato, deixar de fazer UMA coisa por dia que sabe que não é bacana, mas que faz por inércia, a gente muda o país sem passeata, sem cara pintada, sem político caçador de marajás, sem necessidade de 100 mil Sergios Moros.

Se a gente insistir achando que o problema é com “eles”, aí, amigo, estaremos perdidos!


Gostou desta coluna? Escreva para neuronio@vero.com.br e conte o que achou! 

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