5 cuidados com a pele e os cabelos na menopausa

A dermatologista Flavia Addor explica que os tratamentos devem passar por uma avaliação global da saúde e estilo de vida, personalizando as medidas terapêutica. #Publipost

Você sabia que, durante a menopausa, perde-se 2% do colágeno da pele por ano? Parece pouco, mas essa perda reduz visivelmente a elasticidade, a firmeza, a espessura e a resistência cutânea. A pele vai ficando progressivamente mais fina e frágil, além de mais seca, com maior tendência a irritações e coceiras. A mucosa genital também tende a ressecar, o que pode dificultar a atividade sexual e favorecer infecções. Já nos cabelos a mudança também ocorre: ele vai se tornando “ralo”, afinado e demora mais a crescer. Ao mesmo tempo, percebe-se o aparecimento de pelos indesejáveis em áreas como queixo e pescoço. Nesse momento, a dermatologia pode intervir melhorando a qualidade de vida e preparando a pele e cabelos para os próximos anos.

1. Renovação

A prescrição de medicamentos tem dupla ação: no tratamento dos sinais do envelhecimento e na prevenção dos danos causados pela menopausa. Os procedimentos como preenchimentos, lasers, peelings, etc., são complementares ao tratamento medicamentoso e têm, inclusive, melhor resultado na pele previamente tratada. O couro cabeludo passa pelo mesmo programa de tratamento. Aqui o grau de comprometimento pode ser avaliado com a tricoscopia digital, que permite também dar um prognóstico da recuperação dos cabelos.

2. Reposição

Hidratantes com ativos repositores são a escolha tanto para a face como para o corpo. Limpadores apropriados, sobretudo para peles mais sensíveis ou áreas mais delicadas, como a dos olhos, também podem ser usados. A reposição do colágeno oral é outro ponto importante: há muitos tipos de colágeno, mas nem todos atuam da mesma maneira. Com a menopausa e a consequente aceleração do envelhecimento, o uso de antioxidantes também pode ser necessário. Mas é preciso monitorar, pois doses muito altas levam a desequilíbrios metabólicos e da própria imunidade. A TRH (terapia de reposição hormonal) pode trazer ganhos reais à pele e à saúde, mas tem contraindicações, por isso, deve ser discutida com o ginecologista.

3. Nutrição

Mais do que restringir alimentos, é necessário orientar o uso de fibras, alimentos com propriedades funcionais anti-inflamatórias e antioxidantes. O uso de probióticos tem demonstrado, em vários estudos, a melhora de propriedades da pele.

4. Proteção

O uso de protetores solares é muitas vezes questionado por interferir na síntese da vitamina D. Atualmente, todos os consensos médicos publicados mundialmente – incluindo as orientações da Organização Mundial de Saúde – recomendam a suplementação da vitamina D. A fotoproteção por medicamentos pode ser pensada, de acordo com cada caso: pele muito clara, antecedentes de câncer de pele, manchas, etc.

5. Estilo de vida

O sedentarismo traz prejuízos à saúde, mas o exercício pesado também pode acelerar o processo de envelhecimento, pelo maior consumo de antioxidantes naturais. A dermatologia pode e deve oferecer um tratamento global.

Dra. Flavia Addor é dermatologista, mestre em dermatologia e pós-graduada em nutrologia. É autora do livro  “O doce voo da Juventude” (Objetiva) e “Envelhecimento Cutâneo”, dirigido a médicos (GEN-AC). contato@flaviaaddor.com.br 

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