Entrevista exclusiva: “Precisamos resgatar o drible!”, diz o pentacampeão Denílson

Conhecido como o rei dos dribles, o morador de Alphaville também participou da Copa do Mundo de 98 e conta suas histórias no Mundial

Denílson de Oliveira Araújo, ou Denílson Show, participou da sua primeira Copa do Mundo, aos 20 anos, em 1998. Na sua segunda, em 2002, ano do penta, o ex-meio-campo foi o protagonista de um dos lances mais comentados daquela Copa. Foi na semifinal, contra a Turquia, quando quatro adversários tentaram desarmá-lo, sem sucesso (veja no vídeo a seguir). Não à toa, o morador de Alphaville ficou conhecido como um dos reis dos dribles. “Hoje o futebol está muito físico e sem a irreverência que tinha antes. O único que tenta fazer algo diferente é o Neymar.”

Como foi, para você, participar de duas Copas do Mundo: 1998 e 2002?
Foi algo incrível! Meu sonho se realizou na Copa de 98. Estava muito ansioso pela convocação. Só acreditei mesmo quando vi meu nome no Jornal Nacional. 2002 foi um presente. Ter a oportunidade de jogar minha segunda Copa do Mundo não tem preço; ganhar, então, nem se fala. Marquei meu nome na história do futebol mundial, isso é o legado que meus filhos vão saber.

Tem alguma curiosidade sobre os bastidores da Copa que ninguém sabe?
Tenho muitas, mas envolvem outros nomes (risos). Então não posso contar nada!

Você estava em campo quando o Brasil conquistou o último título, há 16 anos. A que atribui essa longa espera?
A uma série de coisas, na verdade. O surgimento de poucos atletas, a gestão ruim no Brasil todo. Isso se reflete em todas as áreas. Hoje estamos com uma gestão transparente com o Tite, e isso é fundamental para conquistar o hexa.

Quem faltou no time do Tite?
Luan, do Grêmio, seria o único que levaria.

Como você vai curtir os jogos?
Hoje trabalho analisando as partidas, então, vou estar em casa trabalhando e torcendo. E o que não pode faltar é energia elétrica (risos). Brincadeira: cervejas e uns aperitivos.

Já realizou ou já pensou em fazer algum projeto voltado para o esporte na nossa região?
Ainda não tive essa oportunidade, mas seria uma experiência legal. O esporte sempre foi minha vida e trabalhar com algo relacionado é especial. Quem sabe no futuro, com bons parceiros, não podemos fazer algo pro esporte da região?

Hoje você atua como comentarista em programa de esporte. Mas você tem ou já teve vontade de se tornar técnico?
A minha vontade era ser gestor, que é o elo de ligação da diretoria com os atletas. Mas como apareceu a oportunidade de trabalhar como comentarista, abracei . Hoje meu foco é crescer na área da comunicação.


Mais boleiros: falamos com mais dois jogadores que moram por aqui e que já estiveram no Mundial, Paulo Sérgio e Edmílson.

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