“Favoritos, não, mas fortes candidatos”, diz eterno zagueiro Edmílson sobre a Seleção

Marcado pelo bordão “Edmílson! De bicicleta!”, o ex-zagueiro, que também é morador de Alphaville, conta suas experiências com Copas do Mundo

Zagueiro Edmílson
O morador de Alphaville e ex-zagueiro Edmílson José Gomes de Moraes, 41 anos, carrega na memória muitos momentos do Mundial de 2002. O mais marcante, não só para ele, mas para todos os torcedores, foi o gol de bicicleta que fez na partida contra a Costa Rica, no último jogo da primeira fase do Mundial. “Na partida anterior do Brasil, eu tinha sido reserva, depois de receber muitas críticas pela minha primeira participação. Quando isso aconteceu, não me abati, pelo contrário, pedi para treinar mais”, diz.

Como foi participar da Copa do Mundo em 2002?
Para um atleta de futebol é o auge da carreira, pois significa chegar ao topo dos jogadores de seu país na sua geração, e, para mim, foi a principal experiência esportiva que vivi, ainda mais com o título.

Não é todo zagueiro que faz gol na Copa do Mundo, ainda mais de bicicleta, não é mesmo? Pra você esse foi o momento mais marcante de sua participação?
Zagueiro fazer gol normalmente é de cabeça em escanteio ou contra, realmente. Mas tem muito zagueiro artilheiro por aí, fazendo gol de falta. No Brasil, temos até um goleiro artilheiro, Ceni e sua precisão, resultado de muito treinamento. Aquele gol foi um momento bem marcante não só por ser de bicicleta, ou de meia bicicleta, como queiram. Aquele gol foi depois de eu ter sido reserva na partida anterior e de receber críticas da imprensa pelo primeiro jogo. Ano passado, esse gol foi indicado por um blog como um dos trinta gols mais bonitos do Brasil em Copas; mas o significado maior é que escutei quem deveria, não desisti, fui até o fim na jogada e quis acertar aquela bola.

Em 2006, você foi convocado, mas acabou sendo cortado por conta de uma lesão. Como lidou com isso?
Sem dúvidas o momento mais duro de minha carreira. Seria a Copa logo depois da conquista da Champions League pelo Barcelona, a Copa seria na Europa, onde naquele momento, em termos de clube, eu atingia o ápice da minha carreira. E na Alemanha ainda mais, que havia perdido a Final em 2002 para a gente, sempre há aquele clima de revanche. Mas faz parte da vida do atleta conviver com as dores físicas e com estas situações. Não estar naquela Copa me ensinou ainda mais a aceitar perdas e a perceber a diferença entre limites e limitações.

O hexa vem ou não vem?
Chegamos e chegaremos sempre como candidatos, neste ano não será diferente. Favoritos, não, mas fortes candidatos.

Quem faltou na escalação da Seleção?
Talvez apenas optasse pelo Luan, do Grêmio, possivelmente no lugar de Taison.

Como você vai curtir os jogos? O que não pode faltar na hora do jogo?
Alguns jogos assistirei em casa, com a família. Outros assistirei em eventos com patrocinadores ou empresas. Não pode faltar uma boa comida, muito barulho, fantasia e pensamento positivo.


Mais boleiros: falamos com três jogadores que moram por aqui e que já estiveram no Mundial, Paulo Sérgio – confira entrevista aqui –, Edmílson e Denílson.

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