Haters nos condomínios

Hater é uma expressão muito nova em nosso vocabulário e significa “o que odeia” ou “odiador”

Ou simplesmente é uma pessoa que não está feliz com o êxito, conquista ou felicidade de outra pessoa e, assim, prefere atacar e criticar, expondo, maldizendo e fazendo o mal. O ambiente dos haters é quase sempre virtual, pois atuam nas redes sociais e utilizam como principais ferramentas a inveja e covardia.

Nos condomínios, os haters estão se proliferando de maneira assustadora, atacando não só os síndicos e conselheiros, mas também alguns moradores e funcionários escolhidos como vítimas. Acompanhei dezenas de casos de moradores que resolveram mudar de endereço, de tão nefastos e aniquiladores os ataques e intrigas.

Nos condomínios, a principal e mais eficiente forma de combater os haters é uma comunicação efetiva e verdadeira da administração com os moradores, de forma a evitar qualquer boato e manter os moradores sempre atualizados sobre as contas, obras, processos, problemas e ocorrências. Importante também a criação de um canal oficial para críticas, ideias e sugestões, com respostas rápidas, técnicas e impessoais.

Porém, não raramente, os haters cometem crimes de calúnia, injúria, difamação, ódio racial e homofobia, atingindo em cheio a honra e a moral de um vizinho. Em tais casos, o caminho é colher as provas materiais e testemunhais e adotar todas as medidas judiciais cabíveis, não só na esfera civil, mas sobretudo na esfera criminal! Os haters podem ainda sofrer sanções administrativas nos condomínios, com advertências, notificações e multas.

Nos casos mais graves, podem até ser rotulados como moradores antissociais, sujeitos a multas de dez vezes o valor da quota condominial. O papel do síndico é fundamental para manter a ordem nos condomínios, agindo como verdadeiro pacificador social. Nos condomínios, a atuação dos haters quebra a harmonia entre vizinhos, gera discórdia e transforma por completo um ambiente que deveria ser de felicidade e aconchego, impactando até mesmo na valorização imobiliária, pois ninguém quer morar ou investir num lugar famoso pelos escândalos e baixarias!

O exemplo mais interessante e surpreendente que acompanhei foi de um condomínio que contratou os serviços de uma psicóloga para analisar e atuar em relação aos condôminos mais exaltados, que viviam postando comentários horrorosos sobre o síndico e sua equipe de trabalho. O resultado foi magnífico e culminou em uma palestra aos moradores sobre respeito ao próximo, críticas construtivas e amizade. Ao síndico e sua equipe, ficou a lição para que deem mais importância às críticas e anseios dos moradores. Todos saíram ganhando nessa, prevenindo e evitando litígio!

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