Juliana de Lacerda Camargo: “Insegurança: como lidar?”

Quando focamos na insegurança e nos seus motivos, corremos o risco de reforçar o que não queremos. Quanto mais reforçamos um foco, mais forte ele fica

Você possivelmente sinta inseguranças em sua vida, certo? Claro! Todos nós sentimos. Há um movimento comum das pessoas de descobrir de onde as inseguranças vêm, porque elas estão ali. Mas, será que quando temos inseguranças precisamos sempre entender, cavar, buscar os porquês? Bem, nem sempre…

Há momentos em que olhar as raízes de uma insegurança é necessário, pois, enquanto um registro inconsciente gera emoções negativas, é difícil estar em nosso melhor estado de raciocínio e tomada de decisão. Quando, então, consigo dar nome às inseguranças e entender de onde elas vêm, ‘esvazio’ meu emocional e fica mais fácil de avançar.

Mas, se parar para pensar, há momentos em que por mais que nos perguntemos fica difícil encontrar a resposta. E, em casos assim, há alternativas: podemos parar e ficar nos perguntando até encontrar ou podemos fazer um simples ajuste de atenção que talvez gere nova motivação e focos mais produtivos. Uma das coisas mais eficazes para isso é o estabelecimento de uma visão.

Sabe, quando focamos na insegurança e nos seus ‘porquês’ corremos o risco de reforçar o que não queremos. Quanto mais reforçamos um foco, mais forte ele fica. Quando, no entanto, criamos uma visão que vai além de nossos medos, estabelecemos novas imagens, clareamos o caminho e geramos cenários que valem a pena. Quando isso acontece, pode ser que as inseguranças fiquem tão pequenas que nem nos impactem com a mesma severidade de antes – e pode ser que até sumam eventualmente.

Há alguns dias conversava com uma cliente sobre suas opções de carreira e ela me contava sobre suas inseguranças para seguir com qualquer uma das opções. Ao iniciar uma sessão de coaching, ela disse que gostaria de entender melhor essas inseguranças mas, à medida que começou a avançar, se deu conta de que estava dando importância demais e há muito tempo para aquelas inseguranças, e que estava na hora de começar a construir um futuro ao invés de ficar vivendo um presente limitado por seus medos e, como ela mesma concluiu, “muitos dos quais talvez baseados apenas em impressões e não em fatos”.

Para ela esse foi um movimento libertador, o que corrobora o conteúdo desse texto. E você? Quais suas inseguranças hoje? Que tal fazer um teste e ir além delas, criando visões para sua vida daqui a 1 ano, 3 ou até 5? Pense, sonhe, crie. Dê-se esse direito e pense também em como poderia dar primeiros passos. Talvez a imagem que se crie seja tão motivadora que essas inseguranças passem a ser meras lembranças do passado… quem sabe?

É isso aí.

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