Wilson Medeiros: “Alianças estratégicas”

Já pensou em pegar carona no potencial de relações e parcerias de sua empresa para mudar seu placar de vendas? A união de forças no mundo dos negócios gera “ganha-ganha”

O universo empresarial vive tempos turbulentos e, cada vez mais, as palavras que guiam a travessia são “manter e crescer”. A jornada do sucesso não se resume apenas a uma boa ideia, um bom produto, ou até mesmo aos ganhos de eficiência dos processos.

É imperativo atribuir alta prioridade à velocidade e a criatividade para estabelecer parcerias. E que essas alianças se traduzam em vínculos rentáveis e duradouros. Por exemplo, se a companhia possui limitações relacionadas a infraestrutura, recursos ou mão-de-obra, o estabelecimento de parcerias estratégicas pode trazer grandes ganhos, por seu potencial para reunir e harmonizar competências de diferentes setores. Na prática, as empresas brasileiras já entenderam as vantagens de criar alianças estratégicas. Mas mesmo com essa cultura já absorvida nem sempre uma parte está disposta a perder uma fatia ou deixar de atuar em determinado mercado.

Daí o ponto central da balança: ponderar que os ganhos são maiores juntos do que o individualmente. Além, é claro, do usufruto do compartilhamento do risco. Vale ressaltar a importância do critério para firmar parcerias onde as alianças requerem absoluto alinhamento à estratégia de seu negócio.

Os modelos e as possibilidades de aliança são diversos, pois “parceria” é um termo amplo e abrangente, que leva a diferentes arranjos. As parcerias estratégicas podem ocorrer nos mais diversos níveis de empresas, porte e negócios, ainda que concorrentes ou complementares. Elas ainda podem ser ordenadas quanto a seus objetivos e grau de envolvimento entre as partes.

As boas alianças apresentam um caminho saudável, uma vez que possibilitam a abrangência de atuação, com maior número de oferta de produtos e serviços que, combinados, potencializam o crescimento de setores chaves da empresa, trazendo mais resultados e maior competitividade.

Destaco aqui dois exemplos de parcerias frutíferas. A primeira delas entre empresas e universidades, um dos modelos que gera crescimento e inovação, porque combina o conhecimento acadêmico com as demandas da empresa. Ao mesmo tempo em que a companhia se beneficia de novas tecnologias, as universidades ganham a chance de financiar pesquisas ou licenciar suas descobertas. Já as parcerias corporativas, realizadas entre as empresas, favorecem a qualidade dos processos, o ganho de produtividade e a excelência dos produtos –além do retorno financeiro.

Portanto, nossa mensagem é que, independentemente de seu porte, nacionalidade ou vocação, procure empresas que tenham convergência e interesse para desenvolver estratégias em que, juntas, o resultado da equação 2 + 2, seja maior que 4. Acredito que o potencial de sucesso no processo de selo da união está diretamente associado ao nível de confiança e liderança a ser estabelecida entre os empresários, para garantir as metas estabelecidas conjuntamente. 

Como tenho um forte tendência enviesada para as vendas, recomendo também jogar luz em outros modelos de parcerias, como a de fornecedores, que pode ser bastante favorável, ao possibilitar melhor posicionamento de vendas de seus produtos e serviços.

Como diz o ditado, se quiser ir rápido, vá sozinho. Se quiser ir mais longe, vá acompanhado.


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