A cultura em Alphaville

A necessidade de criar uma nova cultura no bairro. Esta é a reflexão que nosso leitor Lucas Andrade faz

Em um dos bairros mais nobres da região metropolitana de São Paulo, Alphaville se destaca por sua sociedade isolada por muros de outras culturas e classes sociais. A juventude, que se limita as escolas e residenciais, não absorve a mágica da cultura de rua, que entre padarias e mecânicos se expande. O que São Paulo vive atualmente me fez ver a beleza e diversidade possíveis nesse país, que divergente de todos, encanta por sua diversidade cultural e atribui elementos de outras culturas a sua própria. O momento está expresso em viadutos, praças e na juventude que faz do indivíduo um ser coletivo e especial. Especial, pois se vê como sendo importante para o todo e todos, expressando sua vontade e ansiedade em compaixão e emoção.

Esse momento de São Paulo se difere de Alphaville no qual se segrega e agrega o parecido e conhecido e dispensa o novo e diferente. Dentre muitos malefícios criados pela segregação, como o medo do diferente, o preconceito, a elevação do ego e a ganância exigem uma palavra de amor para definir essa sociedade. A cultura criada no bairro de Alphaville grita por mudanças pela juventude, que busca isso em noitadas em São Paulo e a necessidade de descobrir o novo que está estabelecido na consciência de todos os jovens, e acabam se perdendo em cotidianos doentes que exigem mais do que podemos oferecer.

Essa inserção na cultura moderna de arte e diversidades se faz como necessário a vida. Como morador e amante de Alphaville, peço ao isolamento desse bairro a criação de uma nova cultura, que tragam os atributos desse bairro único a cultura corrente em São Paulo para que cresça uma sociedade integrada à evolução cultural e traga atributos desse isolamento como uma evolução cultural.

Lucas Ibrahim Goulart de Andrade é morador de Alphaville

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