Afinal, nosso mundo está ficando pior ou melhor?

O ano que mais trouxe benefícios à humanidade foi 2016; e 2017 tende a ser ainda melhor

Antes de investir, costumamos formular a pergunta clássica: será que é um bom momento para dar esse passo? Queremos saber se os ventos sopram a favor, se a maré é favorável, se o esforço será recompensado. Os mercados são formados por consciências humanas. Quando elas se deixam dominar pelo medo, é bem provável que a economia tropece.

Neste início de ano, muita gente entrou na onda de pessimismo depois que o chamado Boletim dos cientistas Atômicos moveu adiante o ponteiro do relógio Doomsday, que supostamente mostra quão próximos estamos de uma hecatombe global. Os doutores avançaram a marca de três minutos para dois minutos e meio antes da meia-noite. Segundo os pesquisadores, quanto mais perto dela, mais próximo está o fi m do mundo. Os motivos principais: as declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, que sugerem uma possível ampliação do arsenal nuclear dos Estados Unidos e revelam sua descrença nas teses dos cientistas sobre o aquecimento global.

No fim de 2016, em um artigo na revista Science, pesquisadores afirmaram que 82% dos processos ecológicos já sofreram alterações devido ao aquecimento do planeta. Há quem pense de forma diferente. É o caso do norte-americano Nicholas Kristof, graduado por Harvard e Oxford, conceituado analista de assuntos globais. Para ele, 2016 foi o ano que mais trouxe benefícios à humanidade, e 2017 tende a ser ainda melhor. Kristof também está  reocupado com a gestão Trump e assustado com o prosseguimento da guerra na Síria, mas considera que pessoas anônimas estão, todos os dias, aperfeiçoando nosso mundo.

De acordo com suas pesquisas, utilizando dados do Banco mundial, a cada dia cai em 250 mil o número de pessoas vivendo na extrema pobreza, ou seja, com renda inferior a US$ 1,90 por dia. Em 1980, cerca de 40% dos humanos estavam sujeitos a essa situação de escassez e sofrimento. Hoje são menos de 10%. Mais: desde 1990, cerca de 100 milhões de crianças foram salvas por meio de vacinações, incentivos à amamentação e cura de enfermidades antes mortais, como a diarreia. Hoje a chance de um pai perder o filho é 50% menor do que há 27 anos. Kristof lembra que 40 países estão hoje a caminho de eliminar a terrível elefantíase e que outros estão vencendo a luta contra a lepra, a poliomielite e o tracoma. Na visão dele, com ou sem os políticos, as coisas estão melhorando.

Então, você está pensando em empreender, investir? Reflita sobre esses dados. Há sempre como fazer crescer a onda da prosperidade. Se há avanço, não lhe faltam oportunidades.

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