Paris: as surpresas de Montmartre

Desvende um pedacinho de Paris e confira dicas para curtir a sua viagem

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Eu amo Paris. Sempre amei, sempre vou amar. Das muitas cidades que conheci nos mais de 60 países que visitei até agora, ela continua sendo a minha queridinha e eu sou incrivelmente grata pela oportunidade de morar aqui. Por mais que eu ainda me comporte como uma turista deslumbrada toda vez que passo pela Torre Eiffel no caminho de casa depois de um dia explorando a cidade, o meu lado preferido de Paris é aquele que poucos conhecem. Isso não quer dizer que as áreas e monumentos mais conhecidos da cidade não têm lá os seus charmes – com certeza eles têm e eu continuo adorando revisitá-los de tempos em tempos! Mas existe algo especial em andar sem rumo por aí e acabar encontrando por acaso pequenas “passagens” quase secretas e ruelas de paralelepípedo cheias de história pra contar e que te transportam de volta no tempo.

Um dos meus lugares preferidos para me perder em Paris é a linda Montmartre…é para lá que eu vou sempre que preciso renovar as energias. Só o fato de sair da estação de metrô Abbesses, com sua linda cobertura Art Nouveau, a passos da “parede do amor” (que por si só tem uma história muito interessante), já é o suficiente para fazer meu coração cantar de alegria! Recheada de arte de rua e música que vai fazer você dançar ali mesmo no meio das desengonçadas ruazinhas típicas da velha Paris, Montmartre tem muitos tesouros escondidos esperando por você…

Um destes tesouros que muitos turistas desconhecem é o Clos Montmartre, uma pequena vinícola que fica no topo da colina e que pertence a um monastério. Desde 1934, a festa da colheita é celebrada todos os anos com um festival chamado Fête des Vendanges. Com um tema diferente a cada ano, em 2016 o tema escolhido foi Liberdade – bem propício para o momento que temos vivido aqui na França ultimamente. Eventos acontecem durante os cinco dias do Festival e você pode contar com a certeza de muito vinho, comidas típicas e claro, muita música! Mas se você não estiver por lá na época das vendanges não se preocupe! Por aproximadamente 50 Euros você pode comprar o vinho no centro de informação turística que fica bem ali na Place du Tertre e trazer para casa um pedacinho de Montmartre – os rótulos das garrafas são criados por artistas locais e o valor arrecadado com as vendas é doado para instituições de caridade, o que torna esse souvenir ainda mais especial.

Outro segredo bem guardado dessa área é o Musée de Montmartre-Jardins de Renoir. Prepare-se para entrar na época de velha Montmartre e sentir os encantos da Paris de Picasso, Renoir e Lautrec. O museu fica no prédio mais antigo de Montmartre e além do acervo permanente, oferece também diferentes exposições ao longo do ano. Lá dentro você vai encontrar um quarto dedicado ao famoso cancan Francês, obras assinadas por Toulouse Lautrec e até mesmo o quadro original de André Gill, que deu nome ao tradicional cabaré que faz parte da história de Montmartre desde 1860, o Au Lapin Agile. Inspire-se nos charmes desse museu e vá se divertir neste tradicional cabaré francês de ambiente aconchegante e que transborda de história. Pelas suas portas passaram muitos artistas de talento – entre eles Picasso e Apollinaire – e até hoje você encontra por lá muitos cantores e compositores prontos a compartilhar seus talentos com o público neste lugar histórico.

paris2E para fechar o dia no estilo boêmio que é a cara de Montmartre, fuja dos restaurantes que atravancam a Place du Tertre, pegue uma boa garrafa de vinho e um Parisien (sanduíche de presunto e manteiga em uma deliciosa baguette, verdadeiro queridinho dos Parisienses), e sente nos degraus que levam à basílica de Sacré Coeur para aproveitar a bela vista e música ao vivo – a perfeita trilha sonora para um dia em uma das áreas mais lindas de Paris….Ça te dit?

Musee de Montmartre 12-14 Rue Cortot Paris 75018
Au Lapin Agile 22 Rue des Saules Paris 75018

Confira mais dicas no site: www.thetravellinglife.com

Camila D’Avilla é psicóloga, professora, intérprete, tradutora e fotógrafa de alma livre. Junto com o marido e a filha, de 8 anos, Camila esteve em 55 países nos últimos dez anos – e morou em três deles.

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