Carlos Júlio: “Vida digital: você vem ou vai ficar pelo caminho?”

Ser digital é abraçar essa cultura de avanço permanente, combinando as capacidades da máquina e as infinitas inspirações humanas

Veja o contraste: enquanto o empresário inovador Elon Musk envia um carro da Tesla Motors para percorrer o espaço sideral, os jornais brasileiros apontam o atraso tecnológico de considerável parcela da indústria brasileira. Está, portanto, colocado o nosso desafio: se o Brasil pretende alcançar um novo patamar de desenvolvimento, precisa urgentemente preencher essa lacuna e recuperar o tempo perdido. Deve evoluir para uma forma digital de pensar, planejar, produzir, comunicar e vender.

O digital estabelece hoje a convergência entre a tecnologia, o design e a gestão de dados convertidos em conhecimento. Quando esses processos são bem-sucedidos, eleva-se a qualidade, aumenta-se a velocidade e baixam-se os preços. No Silicon Valley, fala-se na trinca “bom, barato e rápido”. E também em “fail fast, fail often”. Alguns acrescentam à frase o “fail better”. E outros declaram que é preciso falhar para pensar (melhor).

Quando esse aprendizado é contínuo, coisas velhas são feitas de um jeito novo, e coisas novas são feitas de um jeito diferente, ou seja, são aprimoradas.

No modelo digital de produção, você pode errar, mas logo detecta a falha, corrige e faz melhor. Assim, pode dar asas à imaginação, aperfeiçoar operações, montar novos negócios e, no dia seguinte, modificá-los, para que atendam às demandas do mundo em transformação.

O próprio modo de fazer capitalista está mudando radicalmente. Um laboratório farmacêutico, por exemplo, gastava bilhões para encontrar um novo princípio ativo.

Hoje as empresas buscam a mesma coisa, mas não podem desperdiçar dinheiro e tempo em um projeto. Por esse motivo, desenvolvem um algoritmo que toma conta da rotina de procedimentos, verifica possibilidades e indica caminhos.

O digital potencializa, pois, as capacidades humanas, além de estimular a criatividade, a curiosidade e o trabalho colaborativo. Junta peças e promove combinações.

Ángel Uribe, assessor sênior do The Rise Fund, plataforma que investe em negócios sustentáveis em todo o mundo, informa que a América Latina tem hoje mais de 500 mil vagas não preenchidas na área de tecnologia.

Para mudar esse paradigma, precisamos urgentemente nos educar para essa nova realidade. E, sobretudo, precisamos aprender a aprender, pois o ciclo de validade do conhecimento é cada vez mais curto.

Outro dia, confidenciei a um amigo: pretendo morrer com poucos sonhos e muitas memórias. Porque se for o contrário, quer dizer que passei a vida desejando coisas que não consegui realizar.

Portanto, quero ser cada vez mais digital, para encontrar atalhos, encurtar caminhos e fazer mais e melhor.

Pronto! Ser digital é abraçar essa cultura de avanço permanente, combinando as capacidades da máquina e as infinitas inspirações humanas. E você? Vai assimilar o novo modelo ou vai ficar pelo caminho?


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