Conheça grupos e moradores de Alphaville engajados na causa animal na região

Por aqui há, sim, vários pets à espera de um lar, mas, felizmente, também há uma grande rede, composta por grupos e moradores de Alphaville, disposta a ajudá-los. Você faz parte dela?

 

Me chamo Malu, tenho um ano e estou na SOS Pet Alpha. Sofri maus-tratos, mas agora já estou 100% e ansiosa para meu novo lar 🙂

Quem vê os pelos brilhantes da Malu, a gatinha da foto acima, não pode imaginar tudo por que ela passou. No começo do ano, ela foi abandonada no estacionamento de um supermercado da região. Presa, dentro de uma caixa de isopor lacrada, sem nenhuma passagem de ar. “Quando a resgatamos, ela estava muita fraca, desidratada, não conseguia nem miar. Estava em estado crítico. Ficou internada por um bom tempo. Graças a todo o cuidado que recebeu, hoje ela está pronta para ser adotada”, conta Ana Luisa Carboni, integrante da SOS Pet Alpha, grupo que resgatou a Malu.

A história da gatinha é apenas uma dentre inúmeras de maus-tratos e abandono de animais. Para se ter uma ideia, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que existam hoje no país 30 milhões de animais abandonados. Por outro lado, o número de bichinhos dentro dos lares está crescendo. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 44% das casas têm, pelo menos, um cachorro. Já os gatinhos estão presentes em 18% das residências. No que depender da nossa região, o reforço para aumentar esses números está garantido. 

Além da SOS Pet Alpha, no mínimo mais seis grupos atuam no resgate e cuidado de animais por aqui: Anjos dos Bichos, Amor aos Animais, Projeto S.AU.S, House of Cats, Aubrigo Franslázaro e Projeto Hope. Os bichinhos resgatados por eles recebem castração, vermifugação, antipulgas, vacinas, exames e banho. Juntos, os grupos da região contam hoje com mais de 300 animais aguardando uma nova família. O problema é que o tempo de espera, às vezes, é alto. “Filhotes e os de porte pequeno são sempre adotados mais rápido. Os mais velhos ou com problemas de saúde não têm a mesma sorte. Para poder ajudar mais bichos das ruas, precisamos primeiro encontrar adotantes para os que já temos”, conta Daniella Baboim, do Projeto S.AU.S.

Por sorte, uma mãozinha extra por aqui vem de uma forte corrente do bem dos moradores, que atuam de forma independente. É o caso de Daniela Lo Bello, 46 anos. “Mudei para cá há 36 anos, e percebi que, dentro do meu condomínio, tinha muitos gatos abandonados. Na época eu pegava comida em casa e saía de bike alimentando todos os animais pelo condomínio. Desde então, nunca mais parei. Hoje resgato, castro e não meço esforços para ajudá-los”, explica. Numa dessas, ela, junto com outra protetora, acabou responsável pelo resgate de cerca de 45 gatos e cinco cães, de uma senhora acumuladora que faleceu, deixando-os em condições precárias.

Uma enquete feita pela VERO (confira os gráficos ao lado)* com moradores de Alphaville, Tamboré e Aldeia da Serra mostrou que 34,13% ajudam financeiramente grupos de proteção à causa animal. Jacqueline Sato, da House of Cats, enfatiza que qualquer apoio é bem-vindo. “O simples fato de compartilhar nas redes sociais fotos dos pets que precisam de um lar já é de grande valia”, diz.

Ainda segundo a enquete, 37% dos moradores de Alphaville já adotaram algum bichinho. Katia Ramos, 46, se encaixa nesse grupo. Ela tem três cães adotados: Roque Assis, Sharon Stone e Vivi Moranguinho. Esta última ela encontrou amarrada em um poste. “A Vivi é albina e cega. Quando a resgatei, cuidei dela, mas ninguém quis adotar. Acabei criando um amor muito grande e fiquei com ela. Hoje também trabalho em prol dos animais. Eu resgato, castro e ajudo-os a encontrar uma família, tudo de forma independente”, conta Katia, que completa: “Vejo que as pessoas estão mais conscientes em relação a adoção. Há um caminho longo para percorrer, mas estamos progredindo”.

Para quem ainda tem dúvidas sobre adotar um pet, aqui vai um empurrãozinho: um estudo feito pelo Departamento de Psicologia Experimental da USP mostrou que conviver com um animal diminui os níveis de estresse e a incidência de doenças, como resfriados. Sem contar que não há nada melhor do que receber o carinho dessas fofuras. Ficou convencido? Nas páginas a seguir, você encontra um box com os serviços para animais disponíveis em Barueri, locais pet friendly na região, e confere um ensaio com alguns animais que estão esperando por um novo lar.

Pesquisa VERO

A VERO fez uma enquete com mais de 200 moradores (enquete sem metodologia científica e direcionada ao público via e-mail e redes sociais) para entender mais sobre o mundo dos pets na região.


Tem um pet em casa? Confira aqui lugares pet friendly em Alphaville e região 🙂 

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