Escolher as palavras certas e evitar conflitos

Os desentendimentos entre vizinhos não param de crescer.  Nos condomínios, vivemos um triste período de intolerância e falta de paciência. Percebo que, na esmagadora…

Os desentendimentos entre vizinhos não param de crescer.  Nos condomínios, vivemos um triste período de intolerância e falta de paciência. Percebo que, na esmagadora maioria dos casos, o que falta aos moradores é tato, jeitinho e gentileza na hora de falar, criticar ou reclamar. Quando nos dirigimos a um vizinho, seja nas assembleias ou pelo interfone, precisamos respirar fundo, escolher bem as palavras e evitar adjetivos pesados, afinal de contas, vizinho é alguém muito próximo, com quem convivemos diariamente, por anos e anos. Não há nada mais constrangedor do que pegar elevador com um desafeto, aquele minutinho parece uma eternidade… Pior ainda quando os filhos são amigos e morrem de vergonha com a atitude infantil de seus pais !

Os atritos entre vizinhos de porta ou de andar ocorrem quase sempre por causa do barulho, seja em razão do comportamento abusivo do morador barulhento, ou então por conta do morador reclamão, com sensibilidade exacerbada. Ao reclamar ou responder a uma reclamação,  a abordagem, o tom de voz, a serenidade, a coerência e educação são determinantes para evitar o acirramento dos ânimos, sem comprometer a efetiva solução do problema. Contar com o apoio de um familiar mais equilibrado pode ser uma boa saída e, escolher as palavras, é fundamental.

Já os atritos mais coletivos, que envolvem temas da gestão e administração do condomínio, geralmente ocorrem durante as assembleias e frequentemente terminam em tumulto, confusão, delegacia e processo judicial e talvez seja o motivo pelo qual as assembleias estão cada vez mais vazias. Tudo acontece quando um morador ataca frontalmente o síndico ou o grupo gestor com palavras ofensivas, por vezes atingindo  a honra e a idoneidade do seu vizinho  ou então quando quem está no comando do condomínio não aceita receber críticas e indagações, respondendo sempre com grosseria e tirania.

Por fim, temos os conflitos generalizados, fomentados pelos vizinhos que chamo de “leões de teclado”, que adoram utilizar as redes sociais para debater assuntos delicados, acusando, condenando e julgando um vizinho, sem a menor chance de defesa, gerando um ambiente de desconfiança e intranquilidade,

Os síndicos possuem um papel fundamental para prevenir  conflitos e devem agir como verdadeiros pacificadores sociais. Existem condomínios que criaram comitês de disciplina, justamente para avaliar as situações conflituosas, ajudar a encontrar soluções e aplicar as penalidades cabíveis aos maus vizinhos. Uma gestão transparente, com boa comunicação e aplicação justa do regulamento interno, é fundamental para evitar brigas e confusões.

 

 

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