Hélio Contador: “As possíveis lições do Coronavírus”

O Coronavírus está trazendo, mais uma vez, a oportunidade de repensarmos como estamos tratando a natureza, os animais e as pessoas desse planeta

Parece que a ficha não caiu para muita gente ainda, que pensa que essa história do Coronavírus é besteira e que estão reagindo exageradamente para um tipo de gripe um pouco diferente das que já conhecemos…

Porém, até poucos dias atrás, víamos todo mundo correndo (mesmo sem saber exatamente para onde), sempre com muita pressa, como se o mundo fosse acabar em breve! Daí surge essa situação de isolamento, impondo uma “parada forçada” nesse mundo cada vez mais caótico, incerto, ambíguo e vulnerável. O mundo globalizado e o avanço tecnológico, pelo menos nessa fase em que nos encontramos, serviu para muitas coisas, mostrando em tempo real, ao vivo e a cores, o que acontece, de bom ou ruim, em qualquer parte do mundo em que exista um mínimo sinal de internet. Mas também trouxe uma aceleração e superficialidade nas nossas ações e decisões.

Só que o progresso moral e social, na minha opinião, avançou muito pouco até agora. Vejo alguns exemplos que vêm à minha mente e me pergunto se a coisa não estava tão louca que precisava uma parada obrigatória para repensarmos o que estamos fazendo com nossa vida temporária no planeta Terra. Os países da África continuam com suas guerras tribais, onde humanos se matam e estupram mulheres e crianças, com ditadores enriquecendo às custas da pobreza e escravidão do povo. Na América do Sul, a coisa não é muito diferente, onde políticos inescrupulosos submetem a população à sofrimentos desnecessários em favor de riquezas pessoais ou pela pura perpetuação no poder. Os países do Oriente Médio continuam guerreando como na época das cavernas, sem nenhum respeito às etnias e credos religiosos das pessoas. A Europa perdida e com seu regime financeiro e social beirando ao caos, devido à invasão de refugiados dos países em constantes guerras e destruição. Tudo isso sem falar da Ásia, em especial da China, que, como potência mundial que se tornou, pensa que pode resolver seus problemas internos sociais controlando as coisas do mundo através de um domínio de produtos manufaturados e suas pesquisas científicas que chegam, ao que parece, a desafiar o poder de Deus, provocando até a arrogância do povo norte americano.

Existem outras centenas de situações que mostram um avanço tecnológico global numa exponencial sem precedentes, porém, na parte moral a humanidade tem muito que aprender ainda. Não precisa ser historiador ou professor nas áreas social e econômica para ver que as diferenças sociais continuam crescendo num mundo ainda muito ganancioso e com concentração de riqueza cada vez maior nas mãos de poucas pessoas que pouco olham para a pobreza ao seu redor, ou então com efeitos de filantropia pirotécnicos que pouco resultado prático trazem à sociedade planetária ainda tão primitiva e empobrecida.

Pois é, esse tal de novo Coronavírus está trazendo, mais uma vez, a oportunidade de repensarmos como estamos tratando a natureza, os animais e as pessoas desse planeta, e que os ganhos financeiros não podem ter prioridade em relação às diferenças sociais desse mundo (vide a montanha russa da bolsa de valores nesses dias ou então a crescente alta do dólar americano). Muitos reclamam, com razão, dos governos, das instituições financeiras e tantos outros órgãos públicos que deveriam ter políticas mais voltadas ao povo e menos ao poder de seus partidos políticos. Porém, individualmente, todos têm que fazer sua parte nas coisas mais básicas e essenciais para a sobrevivência humana: uma qualidade de vida saudável e sem exageros, condições de higiene adequadas e respeitando as diferenças que estão ano nosso redor.

Tudo isso tendo como meta o repensar nas causas do aumento desenfreado no uso de drogas lícitas ou ilícitas, do estresse que leva à níveis alucinantes de ansiedade, depressão e suicídio.

O cenário mundial vai ter que, obrigatoriamente, se modificar, fazendo com que muitas barreiras físicas e culturais que estão sendo erguidas se extingam e que as desavenças diminuam de intensidade, trazendo mais fraternidade entre os povos e até dentro dos próprios lares. Esses são tempos de acelerar nosso desenvolvimento espiritual, em detrimento do material. É só uma impressão pessoal ou parece que o povo só aprende quando sente as coisas na própria pele?

A pergunta que fica é: estou fazendo a minha parte nesse processo ou só reclamando dos outros?

Um abraço, boas reflexões e até o próximo artigo.

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