Hora de fazer as malas

Especialistas confirmam: viajar faz bem à saúde. Porém, alguns cuidados são importantes para ter uma viagem tranquila. Antes de pegar a estrada, confira as dicas abaixo

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Viajar. Segundo o dicionário Michaelis, é deslocar-se de um lugar para outro utilizando algum meio de transporte. Olhando assim parece óbvio, mas por trás disso existe uma questão bem mais profunda. Viajar vai muito além de conhecer um lugar novo, faz bem para o corpo, mente e alma, sem contar a oportunidade de conhecer novas pessoas, aumentar o repertório cultural e, claro, descansar. Quem nunca sentiu aquele friozinho na barriga ao chegar em uma cidade ou país desconhecido ou uma sensação gostosa de bem-estar ao botar os pés no interior ou na praia durante o fim de semana prolongado? Mas a pergunta é: por que nos sentimos assim?

Diversos estudos mostram que arrumar as malas e ir para um lugar que não seja a casa traz melhorias ao ser humano. E o motivo é simples: quando viajamos entramos numa rotina mais saudável, pois nos tornamos mais ativos e deixamos de lado os problemas do dia a dia. “Durante a viagem, nos distraímos, conhecemos novas pessoas, novos ambientes e fazemos novas amizades”, explica o clínico geral Dr. Milton Glezer.

Uma pesquisa conduzida pelas organizações The Global Commission on Aging, The Transamerica Center for Retirement Studies e The U.S. Travel Association revelou que viajar melhora a qualidade do sono, otimizando em até 80% a capacidade de atenção durante o dia, e faz com que as pessoas tenham uma visão mais positiva da vida. E mais: reduz os riscos de depressão, de estresse e, ainda, das chances de desenvolver demência e mal de Alzheimer na terceira idade. Viajar também aumenta a expectativa de vida. Quem afirmou isso foi um estudo realizado em 2013, nos Estados Unidos, que mostrou que as mulheres que tiravam férias pelo menos duas vezes ao ano diminuíram significantemente os riscos de ataque cardíaco, muito mais do que aquelas que passavam anos só trabalhando. Já os homens que não viajavam pelo menos uma vez ao ano tinham risco 30% maior de desenvolver doenças do coração, além de um risco 20% maior de desenvolver outros problemas.

Os bons resultados também se estendem ao ambiente profissional. Um levantamento do instituto Society for Human Resource Management (SHRM) identificou que os profissionais que tiram férias, além de menos estressados, são mais produtivos, confi antes, motivados e criativos na hora de buscar soluções para os problemas. Além de melhorar a relação no trabalho, diminuir o estresse mental e emocional e trazer mais qualidade de vida, ter o hábito de viajar melhora também os relacionamentos, mais especificamente, o convívio familiar. “Eu entendo como viagem integração familiar. Uma criança passa boa parte do tempo na escola, e os pais trabalhando. Essa distância física se rompe durante esse período”, diz o pediatra Dr. Jorge Kalil.

O descanso merecido também está totalmente ligado à tão procurada felicidade. De acordo com um levantamento feito nos Estados Unidos em 2014, conduzido pelo complexo hoteleiro Diamond Resorts International, as pessoas são mais felizes quando planejam pelo menos uma viagem por ano, e a felicidade continua por muito tempo após o episódio.

Cuidados antes de viajar

viagem-1Fazer uma viagem é realmente benéfico à saúde, mas, para não ter nenhum tipo de estresse, é preciso planejamento. “Um fator que causa bastante problema é tomar os remédios regulares de forma errada. Quando viajamos, não podemos mudar muito nossos hábitos de vida. Essas mudanças podem causar algum tipo de estresse, por isso é importante manter a rotina. E isso inclui as atividades físicas”, destaca o clínico geral Dr. Milton Glezer.

A trombose – formação de um coágulo sanguíneo em uma ou mais veias localizadas na parte inferior do corpo, geralmente nas pernas – também é uma situação recorrente, principalmente em viagens longas, em que a tendência é passar muito tempo sentado. “Se você vai viajar oito, dez horas, o ideal é usar meia elástica, que vai comprimir os vasos da perna e diminuir a chance de ter trombose, e a cada duas horas andar por uns dez minutos pelo corredor do avião ou ônibus”, conta o médico.

Já quando o assunto são as crianças, de acordo com o pediatra Dr. Jorge Kalil, a condição geográfica e cultural é fundamental para poder determinar as diretrizes e orientações com relação a dieta, medicamento, temperatura e cuidados em geral. “A grande maioria dos contratempos de quem viaja está relacionada ao clima. Para crianças que estão viajando para a Europa em um clima mais frio ou mesmo para os EUA em um período de inverno, os problemas respiratórios e virais são os mais frequentes. Quando falamos de região costeira, é a gastroenterite – infecção intestinal –, por conta da cultura alimentar”, explica.

Hidratação e alimentação

A nutricionista Marilia Joly lembra que durante as férias devemos ter cuidados redobrados com a hidratação e priorizar uma alimentação leve. “É importante sempre ter disponível água filtrada, sucos naturais e água de coco. Na hora de se alimentar, prefira comidas mais leves e saudáveis, com grãos integrais, proteínas magras, salada e verduras, frutas”, diz. Outra dica importante é levar lanches durante os passeios. “Outro detalhe indispensável é pesquisar os restaurantes próximos do local onde irá se hospedar, para conhecer a variedade e fazer as melhores escolhas”, completa.

Protetor solar e repelente também estão na lista de coisas para levar durante o período em que estiver fora, evitando assim queimaduras e risco de doenças transmitidas por insetos. “O ideal é renovar o protetor solar, seguindo a recomendação de cada produto e após entrar na água”, explica o pediatra Dr. Jorge, que destaca ainda a vacinação com algo importante a ser verificado. “A vacinação das crianças precisa estar atualizada, sempre de acordo com a orientação do pediatra e do Ministério da Saúde”, finaliza.


ESPECIALISTAS CREDENCIADOS DA OMINT CONSULTADOS NESTA MATÉRIA:
→ Dr. Jorge Kalil,
pediatra, 11. 2151 – 6612
→ Dra. Marilia Joly,
nutricionista, 11. 2151 – 5822
→ Dr. Milton Glezer,
clínico geral, 11. 2151 – 5811
→ Dr. Cláudio Wulkan,
dermatologista, 11. 2151-5815

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