Interesse por reformas ou pequenas adaptações em casa aumentou em Alphaville durante a pandemia

Conversamos com empresários do setor e arquitetos do bairro para entender o quanto isso foi positivo por aqui

Você reparou que durante a quarentena todo mundo resolveu mexer alguma coisa em casa? Seu vizinho fazendo uma pequena obra e você se aventurando no paisagismo ou, simplesmente, adaptando um dormitório em um escritório. Acredite, isso não é apenas uma percepção sem fundamento. É que os números do setor embasam a certeza de que ficar mais tempo em casa despertou o interesse das pessoas cuidarem mais do lar.

Para se ter uma ideia, lá no comecinho da pandemia, a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), em parceria com a Konduto, registrou um aumento de 23,61% no número de vendas online de móveis e itens de decoração entre março e abril. E esse resultado positivo não parou por aí. Passado o susto inicial da crise, as vendas do varejo em junho já retornaram ao patamar de fevereiro, antes do agravamento da Covid-19. De acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os segmentos de material de construção está 15,6% acima de fevereiro, e de móveis e eletrodomésticos 12,9%.

Em Alphaville essa movimentação também tem acontecido. As lojas de decoração, por exemplo, garantem o aumento da procura. Segundo Carolina Gonçalves, diretora de marketing e relacionamento da Florense Alphaville, a loja de móveis – que fica na região central do bairro – passou a receber mais visitas e solicitações de orçamentos. “A procura maior está sendo em projetos de cozinhas e de áreas gourmet. Nossa expectativa é que essa demanda permaneça nos próximos meses”, conta Carolina.

Gisely Oliveira, diretora da Staccato Revestimentos, diz que a loja teve um aumento em torno de 10%. “Tivemos uma maior busca de revestimentos e um incremento no faturamento. Com certeza, isso se deve ao momento de pandemia, em que as pessoas estão aproveitando o tempo para rever alguns espaços na casa e adiantar projetos. A expectativa para os próximos meses também é bem positiva, imaginamos um aumento no faturamento de 20% ainda no segundo semestre”, diz ela.

Nos escritórios de arquitetura, a percepção segue na mesma linha e passou do medo inicial de uma baixa na procura por novos projetos ao oposto, em alguns casos, chegando a dobrar as novas solicitações vindas de clientes que querem fazer pequenas mudanças, principalmente, por conta do home office.

Um estudo realizado recentemente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que 30% das empresas brasileiras devem manter o home office em suas jornadas de trabalho após a pandemia do novo coronavírus. E isso tem feito com que as pessoas busquem rapidamente uma adaptação dos ambientes, seja em um apartamento ou em uma casa com mais espaço. “Essa, sem dúvidas, é a principal solicitação dos nossos clientes. Mesmo um cantinho pequeno estamos transformando em um escritório. Já quem tem casa grande, busca espaços mais organizados, com lugares determinados para cada coisa”, explicam Ana Cristina Quitete e Leonardo Faria, sócios de um escritório de arquitetura e decoração, que atuam no bairro desde 2001. Segundo eles, a empresa teve um aumento de 25% no volume de orçamentos após os meses de abril/maio. O crescimento também pode ser sentido pela profissional Leonice Alves, que trabalha com projetos residenciais e comerciais no bairro. “Tive um aumento em mais de 50%”, conta. Além do home office, os espaços de lazer e gourmets foram os mais pedidos em seu escritório para serem reformulados.

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