Isabel Alves: “7 inovações na área de gestão de pessoas”

A automação de processos, por exemplo, significa a substituição do trabalho manual pelo de máquinas, ou seja, deixar as tarefas mais burocráticas e repetitivas para um sistema

É cada vez mais comum falar sobre inovações na área de gestão de pessoas, tais como a automação de processos, utilização de tecnologias de inteligência artificial ou o uso de modernas estratégias de gestão. Segundo relatório da Deloitte, 56% das empresas já estão redesenhando seus processos de RH e utilizando-se de ferramentas digitais.

Essas inovações contribuem para que o setor seja ainda mais eficaz em suas ações, atraindo e retendo profissionais acima da média. Além disso, garantem a otimização de etapas como o recrutamento, a seleção, o treinamento e a comunicação interna.

Pensando nisso, criamos um guia. Hoje, você vai conhecer 7 inovações na área de gestão de pessoas que também podem ser aplicadas na sua empresa. Confira!

1. Entrevistas e testes à distância

As entrevistas e testes de proficiência são algumas das etapas mais importantes para a seleção de novos profissionais. O problema é que, geralmente, custa muito tempo para o RH e demais executivos da empresa, o que pode mudar com o uso da tecnologia correta.

Hoje existem diversas tecnologias que facilitam essas atividades. É comum identificar testes online de inglês, raciocínio lógico e de Fit Cultural — que avalia o alinhamento dos valores do candidato e da empresa. E mais, há também entrevistas realizadas à distância.

A inovação não está apenas em termos de comodidade, também é possível considerar uma maior rapidez e assertividade na análise dos dados coletados. Em testes tradicionais, como o de análise de perfil comportamental, o período para análise dos dados é elevadíssimo.

2. Análise de dados na gestão de RH

A coleta e estruturação de um grande volume de dados, conhecida como Big Data, é cada vez mais comum nas empresas. Atualmente, essa prática tem influenciado a condução do capital humano e contribuído para a construção de uma visão mais sistêmica da companhia.

Na gestão de pessoas, essa prática é conhecida como People Analytics e é composta por 3 etapas principais: levantamento dos dados, estruturação e análise dos relatórios finais.

Os dados podem ser obtidos em diversos lugares, como softwares de recrutamento e seleção, relatórios e planilhas, redes sociais e internet de um modo geral. Em seguida, é realizada a estruturação por um sistema específico, para que os dados transformem-se em informações estratégicas e, posteriormente, subsidiem decisões assertivas.

Os dados obtidos também contribuem para a criação de dashboards — painéis de controle — mais completos, com informações significativas sobre as ações do RH, dos profissionais e equipes de trabalho. Assim, é possível atuar com mais eficácia.

3. Construção da marca empregadora

Atrair e reter talentos tem se tornado cada vez mais prioridade para o RH. Nesse sentido, uma forte estratégia é a construção da marca empregadora, também conhecida como Employer Branding. Seu uso já é comum nas empresas mais bem-sucedidas.

Para ficar claro, o Employer Branding consiste na construção de uma marca para atrair os profissionais do mercado de trabalho, aqueles acima da média. Empresas que investem no assunto tornam-se um verdadeiro ímã de pessoas talentosas.

A construção de uma marca empregadora também reflete na retenção, garantindo que os atuais profissionais permaneçam na empresa por muito mais tempo. Além disso, reduz em até 50% os gastos com o processo de recrutamento e seleção tradicional, segundo o LinkedIn.

O processo de construção da marca empregadora envolve diversas ações, como a criação de uma página de carreiras. Essa página é um website onde a empresa pode divulgar suas vagas em aberto, falar sobre sua missão, visão, estilo de liderança e meritocracia.

4. Automação de processos

A automação de processos significa a substituição do trabalho manual pelo de máquinas, ou seja, deixar as tarefas mais burocráticas e repetitivas para um sistema. Esse tipo de tecnologia está cada vez mais presente no RH, especialmente no processo de seleção.

Os mais modernos softwares contam com plugins para a automação da triagem dos candidatos. Isso significa que o gestor de pessoas não precisa mais olhar um currículo de cada vez, porque o próprio sistema faz isso para ele e classifica aqueles com maiores chances de contratação.

Além da triagem de currículos, a automação auxilia no controle do ponto eletrônico, programas de treinamento e até na avaliação de desempenho. Assim, é possível eliminar o excesso de burocracia e focar no que realmente importa: as atividades estratégicas.

5. Cultura como vantagem competitiva

A cultura organizacional é representada pela forma como os funcionários pensam e agem dentro da empresa, e é um dos elementos mais importantes para seu sucesso. No livro O que (Realmente!) Funciona, de William Joyce, Nitin Nohria e Bruce Robertson, constatou-se que algumas das organizações mais bem-sucedidas do mundo têm uma coisa em comum: uma cultura sólida.

Por essa razão, a cultura ganha cada vez mais destaque, especialmente para a gestão de pessoas. Muitos executivos investem no desenvolvimento consciente da cultura, buscando moldá-la de acordo com o que mais importa para a empresa. Na AmBev, a cultura foi forjada com foco no alto desempenho, já na Toyota, desenvolvida com ênfase na qualidade.

A verdade é que enxergar a cultura como uma vantagem competitiva é uma grande inovação, e pode promover mudanças significativas na gestão de pessoas. Assim, é possível manter toda a equipe mais alinhada e comprometida na busca por resultados específicos.

6. Uso de inteligência artificial no RH

Cerca de 33% das empresas já utilizam algum tipo de inteligência artificial na gestão de pessoas, segundo relatório da Deloitte. Esse tipo de tecnologia vem modificando ainda mais a prática de gestão de pessoas, permitindo que os profissionais de RH foquem em fatores estratégicos.

Ao aplicar a tecnologia de inteligência artificial ao RH, é possível extrair métricas e indicadores de desempenho de onde menos se espera, como plataformas de bate papo ou do próprio e-mail. Nesse sentido, ao analisar as conversas, as plataformas mais modernas de inteligência artificial possibilitam identificar quais perguntas devem ser respondidas com prioridade, quais fraquezas precisam ser sanadas e até quais atividades precisam de mais supervisão.

Atividades mais operacionais, como o desenvolvimento de manuais de integração ou guias de treinamento, que hoje demandam bastante tempo do RH, também deixarão de existir. A ideia é torná-los documentos autoatualizáveis, com pouca ou nenhuma supervisão humana.

7. Intensificação da mobilidade dos talentos

O trabalho remoto tem se tornado cada vez mais comum, e é importante que as empresas se adaptem a essa nova realidade. Hoje, equipes inteiras são gerenciadas de modo completamente online e a tendência é que essa inovação cresça ainda mais.

O surgimento de plataformas móveis impulsiona o trabalho à distância, permitindo que os profissionais colaborem de casa ou de espaços compartilhados fora da empresa. Isso oferece vantagens à organização, que economiza, e aos profissionais, que operam com maior comodidade.

Agora você está por dentro do assunto! Todas essas inovações estão moldando a forma de se gerenciar pessoas, tornando-a muito mais estratégica e assertiva. Contudo, é essencial que o RH mantenha-se atualizado. Do contrário, corre o risco de ficar atrás da concorrência, fazendo com que todo o negócio perca competitividade.

Está pronto para investir nas inovações na área de gestão de pessoas? Aproveite e compartilhe nosso post nas suas redes sociais!

Para ler mais textos de Isabel, clique aqui!

 

Compartilhe
Escrito por
Leia mais de Isabel Alves

Isabel Alves Azevedo: “Cautela ao abrir a boca”

Sem a fala clara e cautelosa não há fluxo de informações e,...
Read More

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *