Isabel Alves Azevedo: “Cautela ao abrir a boca”

Sem a fala clara e cautelosa não há fluxo de informações e, consequentemente, não é possível alcançar os objetivos almejados

Impressionante como, muitas vezes, somos descuidados com um dos maiores dons que possuímos: a fala. Afinal, quando falamos, oferecemos ao próximo algo que estamos refletindo, pensando. Honestamente, eu acho que este é o maior abuso que existe nas relações humanas: o abuso verbal, o mal falar. E vejo que dois são os maiores pecados ao se expressar: a imposição e inaptidão ao falar.

O primeiro assunte é a tendência de impetuosidade e agressividade nas falas. Observo uma petulância no que diz respeito a desqualificação do que estamos falando. Não poderia ser diferente. Se não convencemos pelo argumento, sinal de que os mesmos são fracos. Estou cansada de ver pessoas tentando impor algo que elas mal compreendem. Ou pior, compreendem, mas não acreditam.

Agir de um jeito delicado, cuidadoso e, principalmente, que não seja agressivo e petulante é algo que apenas quem domina o que fala pode fazer. Por isso, sempre que você perceber que está tentando se impor por meio da brusquidão, lembre-se: esse é o momento em que certamente o melhor a fazer seria ficar calado. Afinal, o nosso objetivo é fazer as pessoas ouvirem o que estamos oferecendo. Nosso propósito é promover encontros e não desencontros.

O segundo, mas não menos grave, é a inaptidão ao se expressar pela fala. A comunicação promove a compreensão e entendimento entre as pessoas, ou seja, interagimos socialmente trocando ideias, experiências e informações. Também por meio verbal expressamos nossos sentimentos e emoções.

Diante de tamanha responsabilidade, eu pergunto. Não seria de fundamental importância adquirir a maestria de oferecer a nossa reflexão, o nosso pensamento? Sem a fala clara e cautelosa não há fluxo de informações e, consequentemente, não é possível alcançar os objetivos almejados.

A fala para ser completa necessita atingir o receptor que demonstrará estar ou não recebendo a mensagem transmitida. A pessoa que nos ouve não é obrigada a adivinhar o que queremos dizer. O que falamos não pode, em hipótese alguma, necessitar tradução ou legenda.

A fala é uma ferramenta. E que ferramenta! Utilizada para transmitir conhecimentos. Poucos se dão conta de que ela é a chave que abre as portas mais emperradas, que ela facilita negociações, encurta caminhos, cria laços, aproxima as pessoas.

A fala exata é um pequeno diamante. Embeleza tudo! Principalmente, o convívio.

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