Isabel Alves Azevedo: “Somos todos falíveis”

O problema é que o ressentimento e a culpa viram sombra e assombram as nossas mentes, nos atrapalham durante muito tempo

É no mínimo intrigante saber que somos delicadamente imperfeitos, singulares na nossa essência e nas histórias. Exatamente por ser único, não deveríamos aceitar os nossos erros cometidos sem cair em uma lamúria eterna?

 Muitas vezes, queremos comparar as nossas fatalidades com o do outro, medir qual foi o erro menos pior e até mesmo conjecturar as razões que levaram cada qual a tomar tal decisão equivocada ou ainda culpar a vida e as circunstâncias de tais erros. Entenda, isso é uma grande bobagem! Pare de perder tempo com isso, não existe um ranking de erros em nenhum lugar, seja na sua vida pessoal ou profissional.

Além disso, a vida não nos deve nada! Aliás, ninguém nos deve! Nós seguimos caminhos errados porque desejamos seguir esse caminho. O fato é que um erro implica, acima de tudo, a aceitação da responsabilidade. É algo que a maioria de nós já sabe, não há dúvida; no entanto, nem todas as pessoas são capazes de dar esse passo importante e digno. Se aceitarmos a responsabilidade pelos nossos erros, o reparamos e conseguiremos seguir e finalizar o ato; projetos não bem-sucedidos, pedir desculpas por danos causados ​​a outras pessoas e afins.

O problema é que o ressentimento e a culpa viram sombra e assombram as nossas mentes, nos atrapalham durante muito tempo. Acontecimentos concretos como uma decisão insensata no trabalho, um descuido, uma promessa não cumprida, uma palavra ou uma má ação, significa nos vermos em um espelho, sem filtros, sem anestesia e com uma ferida aberta. Ou seja, quando estamos conscientes dos arranhões da nossa suposta maturidade, precisamos recolher os pedaços da nossa dignidade e corrigir o que está errado.

Saiba, os erros sempre batem à nossa porta de uma forma ou de outra. Errar, em algumas situações, faz parte do nosso processo de aprendizagem, aprender e mudar com cada escolha equivocada ou com cada má ação praticada; é como fazer uma pausa no meio do caminho para aprender a ser melhor. Nesta pausa, proponho revisitar duas atitudes vitais para o desenvolvimento humano: assumir responsabilidades e a capacidade de reparação.

É importante assumirmos responsabilidade por nossas escolhas, nunca devemos culpar pessoas ou situações por algo que não deu certo, seja o protagonista da sua história, assuma seus erros. É um sinal de maturidade assumir as consequências dos erros e, ao mesmo tempo, nossa responsabilidade pelas consequências.

E segundo é a capacidade de reparação; devemos alinhavar com perfeição cada retalho da nossa autoestima, cada fibra incisa do nosso autoconceito, onde se alojam os arrependimentos, o peso das decepções, para não fecharmos a porta para novas oportunidades.

Cada um de nós deve assumir a responsabilidade frente ao que acontece em nossas vidas, e também devemos seguir em frente aprendendo com cada tropeço, só assim seremos capazes de ir além!

 

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