Mães e mulheres fortes: 4 moradoras de Alphaville que vão disputar o Ironman neste mês

Elas dividem seu dia em pedacinhos para conseguir dar atenção aos filhos, trabalhar, cuidar da casa e, ainda, treinar para o maior evento de triathlon da América Latina

Você com certeza já ouviu que as mulheres conseguem fazer várias coisas ao mesmo tempo. Imagina, juntar as funções do trabalho, casa, filhos e vida social – as supermães sempre dão um jeitinho para conseguir fazer tudo. Rita de Cássia, Sueli Braz, Juliana Amaral e Luciana Cachem são prova disso. É que o quarteto concilia todas essas responsabilidades e, ainda, são esportistas de primeira. Elas são moradoras de Alphaville e se conheceram por meio do triathlon, esporte que combina natação, ciclismo e corrida. Depois de treinarem muito pelo bairro, agora, vão pela primeira vez juntas participar (individualmente) do maior evento de triathlon da América Latina, o Ironman, que acontece em Florianópolis no dia 27 desse mês. À seguir, confira a história de cada uma e como essas supermães e mulheres conseguem conciliar todas os desafios do dia a dia. 

Quem são elas

“Eu comecei a correr ainda quando cursava arquitetura na USP. Eu queria fazer parte da equipe universitária que iria para o Japão participar da Women’s EKIDEN, uma prova de revezamento feminina entre 30 universidades do mundo. E consegui! A partir de então, a corrida passou a fazer parte da minha vida. Passei a treinar outras pessoas, trabalhando em assessorias esportivas até iniciar meu trabalho com a Antilope Rancing Team, primeira equipe de corrida e ciclismo em Alphaville. De lá para cá foram muitas provas de corrida de rua, de montanha, de revezamento, duathlons e triathlons. Meus principais resultados incluem nove Ironman, sendo seis no Brasil, um na Malásia e dois no Campeonato Mundial de Ironman no Hawai. Divido o tempo do treino e trabalho com as pessoas que me inspiram: mãe e filha, de três anos. As minhas duas “Katherines”. Este ano o desafio é voltar a atenção aos treinos do Ironman e ter a satisfação de cruzar, mais uma vez, a linha de chegada!” Sueli Braz, 47 anos, é professora de inglês e treinadora de corrida e ciclismo

“Sempre pratiquei esportes, mas comecei a correr em 2003, quando meus filhos tinham 7 e 5 anos. Treinava com uma equipe antiga no 18 do Forte e foi aí que conheci a Sueli Braz, da Antílope. Desde então, foram diversos desafios e aprendizados, das menores corridas até a famosa “Volta à Ilha” de 140 km. Outras grandes conquistas do meu portfólio são Maratona Deserto do Atacama, Maratona Disney e Ultramaratona Desafio Urubici em Santa Catarina. Foi em 2007 que me apaixonei pelo triathlon. Junto com isso, incentivei meus filhos a prática de esportes, e eles até participaram de triathlon Kids Xterra e corridas Kids Pão de Açúcar, mas o que eles amam é o futebol. Por isso, a bagunça entre tênis e chuteiras é corriqueira em casa. Em 2009 fiz o meu primeiro Ironman e, em maio desse ano, farei meu oitavo. Hoje meus filhos estão com 19 e 21 anos, por isso, tenho mais flexibilidade para treinos, mas com as obrigações de sempre como profissional, esposa e mãe” Rita de Cássia, 52 anos, é consultora de TI

“Minha história com a corrida começou há 14 anos. O esporte sempre representou um tempo só meu, para refletir sobre a vida, corpo e limites. Em outubro de 2006 fiz minha primeira maratona, e foi um começo com o pé direito – literalmente: a prova era em Chicago. Eu tinha acabado de me divorciar, decidi, então, encarar o desafio. Meu filho Antônio, que hoje tem 15 anos, ainda era pequeno, mas foi um grande companheiro. Foi lá também que tive o primeiro contato com quem praticava triathlon, como a Sueli e meu marido atual. Depois de muito treino, vieram as provas. Comecei pelas curtas, claro, até sentir o biotipo do meu corpo. Em 2010, meu primeiro Ironman, dois anos depois, fiz o segundo e melhorei meu tempo em quase 30 minutos. Com mais dois filhos, João Pedro e Felipe, fui voltando aos poucos a rotina de treinos, trabalho, família e Ironman! As pessoas perguntam o que esta prova tem de tão especial, mas na verdade é o caminho. Tudo que a gente passa para chegar lá faz a gente mais forte emocionalmente e espiritualmente.” Juliana Amaral, 42 anos, é agente autônoma de investimento

“Depois de ter dois bebês, descuidei um pouco do meu corpo. Foi assim que comecei a correr, com a principal intenção de perder peso, em 2008. Conheci a Sueli Braz e acabei entrando para o seu grupo de corrida. Acontece que eu me apaixonei pelo esporte. Quando percebi que podia aliar a forma física a uma atividade de competição, fiquei completamente fascinada, pois sentir aquela adrenalina pré-prova, para mim, não tem preço. Desde então, foram inúmeras corridas e nove maratonas. Em 2012, fui apresentada ao triatlhon e, nos treinos, à Rita, companheira da turma de corrida e triatleta daqui de Alphaville. O primeiro Iron Man veio em 2014, uma experiência indescritível. O bacana nesse esporte é que a turma é grande por aqui, e sempre procuramos nos encontrar, nadamos no clube ATC e marcamos corridas e treinos de bike em grupo. Agora estou me preparando para o meu 4º Ironman. Aliás, estamos: meu marido também faz a prova, mas toda família ajuda, já que são meses de preparação. Desde o momento em que nos inscrevemos, assumimos um compromisso que exige muita disciplina, apoio incondicional e determinação. Meus filhos sempre nos acompanharam, desde pequenos, acordam cedo, vão as provas e gritam nosso nome.“ Luciana Cachem, 46 anos, é advogada.

 

 

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