Mariana Battazza Freire: a moradora de Alphaville que luta pela causa da hemofilia no Brasil

Mariana conquistou a presidência da Federação Brasileira de Hemofilia em 2015

Foto: Rogério Alonso

Por trás do rosto doce de Mariana Battazza Freire está uma mulher que luta, e luta bravamente por uma causa que é de todos: a hemofilia no Brasil. Bailarina profissional, a moradora de Alphaville deixou os palcos e salas de aula em 2012 para se dedicar a essa batalha. A busca por informações sobre o assunto começou por conta do filho Fábio, de 15 anos, que é portador da doença. Em 2013 Mariana entrou, oficialmente, para a Federação Brasileira de Hemofilia e, em apenas dois anos, assumia o maior cargo na instituição: o de presidente. “Duvidaram muito de mim, mas nunca levei em conta o que as pessoas achavam, sempre quis fazer a diferença. Estudei muito, participei de congressos, eventos, e tive o apoio de outra mulher, que me ajudou muito”, conta ela, referindo-se à presidente anterior. A forma como Mariana encarou as dúvidas alheias foi com eficiência: durante sua gestão, houve aumento de 232% na captação de recursos, de 90% no cadastro de pacientes e acréscimo na verba para compra de medicação. “Na diretoria eram sete pessoas, e só duas mulheres, contando comigo, mas não me vejo diferente em nada comparado aos homens. É curioso até como, no geral, a postura das mulheres é diferente. Nós somos mais ativas, questionamos mais.” Em junho sua gestão chegou ao fim, mas Mariana pretende continuar, firme e forte, nessa luta: “Nenhum doutorado me faria aprender e ter a experiência que tive. É incrível a gratidão das pessoas e ver que você mudou a vida de alguém para sempre. Isso é deixar um legado”, conclui.

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