Mercado imobiliário: os sinais de retomada e um panorama completo sobre o segmento na região

Vai comprar ou alugar? Antes de escolher o seu imóvel, confira um panorama do segmento, para ficar por dentro e fazer a melhor escolha!

Temos boas notícias para você que é da turma que pretende comprar ou alugar um imóvel, seja para morar, seja para montar sua empresa ou investir na região. E se você é do grupo que tem uma propriedade disponível para venda ou aluguel por aqui, também pode se animar. “A procura por imóveis em Alphaville cresceu no primeiro trimestre de 2018. E a perspectiva para o segundo semestre é positiva, tanto para oferta quanto para demanda”, revelou Cristiane Crisci, gerente de inteligência de mercado do Grupo Zap Viva Real.

De acordo com o Sindicato da Habitação (Secovi-SP), as vendas devem aumentar: “Tomando como base as expectativas dos empresários do setor imobiliário, aliadas aos dados do Boletim Focus do Banco Central do Brasil (Bacen), é possível estimar crescimento de 5% a 10% nas vendas em 2018”, garantiu o economista-chefe do órgão, Celso Petrucci.

E mais: “Em relação aos lançamentos, a estimativa é que poderão ficar próximos aos números de 2017, com maior diversificação dos produtos ofertados”, completou ele.

O mais importante é que, apesar da queda nos lançamentos, a valorização dos imóveis conseguiu se manter. “Hoje as casas mais procuradas na região de Alphaville são grandes, acima de 250 m²; já os apartamentos têm áreas privativas entre 60 m² e 150 m². Quanto a preço, a maioria dos usuários do site ZAP se interessa por apartamentos de R$ 400 mil a R$ 800 mil, mas há um percentual significativo de pessoas que buscam os acima de R$ 1 milhão”, complementou Cristiane.

Para o vice-presidente de habitação da Caixa Econômica Federal, Nelson Antônio de Souza, o maior desafio é desburocratizar o processo de compra. “Hoje você consegue financiar um carro – que pode ser destruído logo na esquina –, mas um imóvel, que não vai sair do lugar, não. Estamos trabalhando para facilitar isso”, disse no último Congresso do Mercado Imobiliário de Osasco, Barueri e Região, no fim de março. Na ocasião ele informou que a Caixa já tinha garantido R$ 800 milhões para oferecer em financiamentos nesta região. Ainda em abril, o banco anunciou as novas regras de financiamento (saiba no tópico abaixo).

“Estamos em crise política, mas a economia está sutilmente tendo melhoras. Isso se deve também ao mercado imobiliário. Depois de 2015 e 2017, o PIB está crescendo. Por isso, chegou o momento de  investir em imóveis, esta é a hora!”, disse Nelson.

Já a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) acredita que o segmento se manterá estável no próximo semestre. Segundo o órgão, a Copa do Mundo e as eleições devem pesar. “Com esses eventos, sempre há queda da atividade imobiliária. Esperamos que a retomada aconteça com mais força a partir de 2019”, disse o porta-voz da empresa, Reinaldo Fincatti.

Grandes lançamentos 

Quem trabalha e mora na região de Alphaville já consegue sentir os sinais da retomada nos lançamentos imobiliários. Nos últimos meses foram pelo menos quatro: o Myrá (MPD), o Canvas High Houses (NLS) e o The Lake (Tegra), todos na categoria de grandes apartamentos; além do Itahyê Residencial II (Lote 5). Este último é o primeiro residencial horizontal lançado nos últimos dez anos em Alphaville. Para os próximos meses há, no mínimo, mais três lançamentos confirmados, entre eles, o Oiapoque Vertical Home (Sabel e Monte Carlo).

Setor corporativo

No mercado corporativo de alto padrão da região, o destaque fica com o crescimento da ocupação. De acordo com a consultoria imobiliária para imóveis comerciais Jones Lang LaSalle (JLL), um total de 11.700 m² foi ocupado no primeiro trimestre de 2018, o dobro (52%) do volume absorvido no trimestre anterior. “Olhando o crescimento do mercado (absorção líquida), tivemos nesse primeiro trimestre um resultado positivo de 6.200 m², após dois anos de retração”, informou a coordenadora de pesquisa e inteligência de mercado da empresa, Débora Costa.

A taxa de vacância de Alphaville caiu 2,06 pontos percentuais, fechando o período em 30,5%. “Ainda é uma vacância acima da média de São Paulo, de 25,5%. A projeção é que o mercado corporativo de Alphaville continue em recuperação. Não há novos edifícios previstos para 2018, e os espaços vagos estão sendo absorvidos. A região deve manter o saldo positivo até o final do ano, com aumento das ocupações e redução da taxa de vacância”, explicou.

Nova regra de financiamento da Caixa

A Caixa Econômica Federal anunciou em abril a redução de até 1,25 ponto porcentual das taxas de juros do crédito imobiliário que utilizam recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo. Além disso, o percentual a ser financiado do valor dos imóveis usados subiu de 50% para 70%. As taxas estavam congeladas havia 17 meses.

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