Morador de Aldeia da Serra, José Reginaldo saiu do Paraná e ganhou a vida como alfaiate

Hoje, aos 61 anos, ele tem quatro lojas, uma fábrica, além de um novo hobby: o ciclismo

“Sou um dos mais velhos no grupo de bike do qual faço parte”

Quando pequeno, ao ver a mãe costurando, o curioso José Reginaldo Rodrigues dos Reis, hoje com 61, cortou uma bermuda e costurou sem técnica nenhuma. Por ironia do destino, foi essa mesma curiosidade que o levou, anos depois, a se tornar alfaiate. “Nasci no interior do Paraná, e aos 16 anos vim para São Paulo. Comecei a trabalhar em uma confecção e, depois de ser passador e cortador, quis aprender a costurar”, diz. Na época não acreditavam que ele teria aptidão para a profissão, mas o morador de Aldeia da Serra tem outra característica forte: a persistência. “Insisti muito, e o que me ensinavam eu procurava aprender. Foi aí que me tornei alfaiate. Trabalhei para várias marcas e, em 1994, abri uma oficina de costura que se tornou a empresa que tenho hoje. Achavam estranho um homem costurando, mas nunca me abalei”, conta. Hoje ele tem quatro lojas, uma fábrica e mais de 80 funcionários. “Não imaginei que teria tudo isso.  Mas desde a primeira costura tive o apoio da minha esposa, e hoje meus cinco filhos estão nessa empreitada comigo.” E, assim como sua vida profissional, que foi baseada na persistência, em 2012 um novo desafio surgiu: a bike. “Comecei a andar por conta do sobrepeso. Perdi 10 kg e hoje pratico mountain bike, speed e até participo de provas. Se tem uma coisa que não faço é desistir”, conclui.

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