Muita calma nesse hora

Passou impeachment, Cunha já caiu, Temer é presidente oficial e a crise segue à nossa porta. A coisa foi funda, profunda e verdadeira. O…

Passou impeachment, Cunha já caiu, Temer é presidente oficial e a crise segue à nossa porta.

A coisa foi funda, profunda e verdadeira. O estragos não foram coisa passageira e fácil de corrigir. Infelizmente, detonamos big time nossa base econômica e criamos artificialidades que agora nos cobram um preço altíssimo.

E, pelo que leio dos economistas, não há o que fazer. Precisamos de tempo.

Dito isso, vejo que muita gente, sejam empreendedores, sejam executivos, ou mesmo gente que sequer ainda entrou no mercado, se precipitando e tomando decisões de vida afoitas, movidas a ânimos quentes e cabeças idem.

Não é hora pra isso. É hora pra baixar a bola, pra segurar o cavalo com a rédea curta dos custos, e ser firme e forte até a tempestade passar.

Entendo que é difícil, que as angustias, sejam profissionais ou pessoais (e até políticas) são grandes e intensas, mas não é o momento para decisões precipitadas, aceleradas e pensadas no calor da tensão da crise.

Tenho visto gente “fugindo” do país sem um projeto de vida fora daqui. Tenho visto empreendedores metendo os pés pelas mãos em suas decisões. Tenho visto jovens largando seus sonhos simplesmente pelo desânimo geral.

Não pode!

O Brasil é o país das crises e sempre saímos melhores delas. Podemos estar nos esquecendo disso, ou até cansados disso, concordo. Também me sinto assim às vezes, mas esse cansaço não pode nos auto-derrotar. Temos, sim, que derrotar a energia ruim e seguir na luta, com calma, sangue frio e um pensamento firme na construção e não na derrota.

Se há um aprendizado, esse é que precisamos entender como povo que Brasília somos nós e que precisamos escolher melhor quem nos dirige!

De resto, se mover com a cabeça envolta na energia da crise é, certamente, fazer parte dela!

Portanto, muita calma nessa hora!

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