Ricardo Cancela: “Pedalando pelo mundo”

Em Londres, 74 milhões de minutos de atividade física foram ganhos pelo uso de bicicletas compartilhadas.

Nova Iorque, Paris, Londres, Xangai, Miami, São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro são exemplos de cidades que já aderiram ao compartilhamento de bicicletas, que basicamente é um programa de transporte composto por estações interligadas que disponibilizam bicicletas para quem desejar sair pedalando pela cidade.

Este sistema surgiu primeiramente na França em 2005, através do Velo’v de Lyon, onde as respectivas bicicletas podem ser retiradas a qualquer hora do dia ou da noite.

Naturalmente o sucesso dessa ideia inspirou novas empresas e programas espalhados pelo mundo aderentes à nova economia compartilhada, transformando estes sistemas em ambientes mais robustos e mais eficientes.

Uma década depois, milhares de sistemas se proliferaram em várias cidades pelo mundo, e pelos últimos dados que obtivemos os países com mais sistemas implantados são a China, a Itália e a Espanha.

Como curiosidade descobriu-se que somente em Londres 74 milhões de minutos de atividade física foram ganhos pelo uso de bicicletas compartilhadas.

Na China existem mais de 16 milhões de bicicletas compartilhadas circulando, distribuídas entre diversas empresas, apoiadas por um total de mais de US$ 1 bilhão em financiamento.

Em Nova Iorque, o sistema Citi Bike inovou, instalando dispositivos a laser que projetam a sinalização de trânsito no chão e permitem ciclorrotas nas cidades, dando mais segurança aos usuários, evitando acidentes e permitindo que os motoristas de ônibus e de automóvel identifiquem os ciclistas com alguns segundos de antecedência.

Já em Miami, que é uma cidade tipicamente turística, principalmente na região de Miami Beach, implantou-se uma tabela diferenciada de preços para quem reside e diferenciada para uso turístico de poucas horas.

Aqui pelo Brasil também estamos inovando e desenvolvendo este mercado. Em Porto Alegre, o aplicativo Loop Bike Sharing permite aos ciclistas realizarem paradas durante as pedaladas, tudo através de um cadeado, com tecnologia terceirizada, que tem travamento via aplicativo.

Na capital paulistana espera-se chegar a 160 mil bicicletas entre 2018 e 2019. Três das quatro empresas credenciadas em São Paulo (Serttel, Mobike, e Yellow) estarão oferecendo o sistema de compartilhamento dockless (sem estação).

O modelo dockless traz mais disponibilidade, além de um custo bem menor de implantação, porém este modelo ainda não deu certo pelo mundo, gerando um transtorno adicional à mobilidade a pé.

A quarta empresa credenciada em São Paulo é a Trunfo, que hoje já opera mais de 16 estações de compartilhamento (modelo dock), posicionadas ao longo das Ciclofaixas de Lazer.

Mesmo com as promessas da prefeitura paulistana prevendo multas para as empresas que deixarem suas bicicletas de forma desorganizada, estas mesmas empresas precisarão garantir que os seus clientes estacionem a bicicleta apenas “em locais adequados e indicados pelo aplicativo por meio de georreferência”.

De acordo com o CEO da Mobike Davis Wang, podemos melhorar a eficiência do sistema, graças à tecnologia e ao design das bicicletas. Eles desenharam rodas para as bicicletas com 05 raios e não os típicos 32, que são mais frágeis. Hoje eles possuem em circulação mais de 02 milhões de bicicletas de cinco raios e menos de 10 rodas quebraram no ano passado.

Há muito para desenvolver neste nicho, sendo também uma ótima oportunidade para quem ainda quer ingressar neste mercado.

Todas as informações acima são públicas.


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