Sala de aula ou sala de casa? Escolas privadas retomam as aulas presenciais na região

Confira um panorama geral de tudo o que está acontecendo no mundo, no Brasil e por aqui!

Aproximadamente 1,6 bilhão de crianças em 190 países foram, de alguma forma, impactadas em sua formação escolar por causa da pandemia da Covid-19, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. Já faz oito meses que as escolas do mundo todo tiveram suas aulas presenciais suspensas. E, a passos lentos, a discussão seguida da reabertura vem acontecendo.

No Brasil, o Amazonas foi o primeiro estado a retomar as atividades escolares (entenda na página 22), de forma faseada, em agosto. O estado de São Paulo iniciou a reabertura em outubro, mas em Barueri, ainda não há uma previsão de retorno das escolas públicas. De acordo com a prefeitura, uma equipe interdisciplinar dos setores da saúde, educação e outros está estudando os números com relação à queda de infectados na cidade, e só quando for concluído, se estabelecerá uma previsão para o retorno das aulas, com todos os protocolos sanitários. “Algumas medidas já estão sendo tomadas como reformas de banheiros e janelas para garantir ambientes arejados, redução do número de carteiras para garantir distanciamentos social, adaptação de totens de álcool em gel, bem como instalação de equipamentos para sabonetes líquidos em todos os banheiros”, diz a Secretaria de Comunicação da prefeitura.

Já as escolas privadas, pelo menos uma boa parte delas, retornaram no mês passado. É o caso do Anglo Leonando Da Vinci, Castanheiras, Rio Branco, Sabido (antiga Peixinho Feliz), Chácara, Instituto São Pio X, entre outros. De acordo com um levantamento feito pela VERO, com algumas instituições da região, 100% delas disseram adotar as medidas de higienização recomendadas. Mas além disso, elas destacaram o reencontro com os alunos: “Foi muito bom ver alegria no rosto das crianças”, disse Sara Bianca Dusco, diretora da Escola Sabido, assim como Flávia Prata da Vinha, gerente de marketing do Colégio Anglo Leonardo Da Vinci: “O que mais marcou nosso retorno foi a saudade que os alunos, professores e colaboradores estavam da escola e do convívio diário. A felicidade está estampada no rosto de todos”.

Já falando em investimento, o levantamento da VERO também mostrou que mais da metade (55,56%)  apostou em novas plataformas de educação online e 22,22% optaram por instalar ventiladores, já que salas fechadas com uso de ar condicionado são proibidas (veja o gráfico na página 23).

Para o professor Ademar Batista Pereira, presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares, a reabertura das escolas não requer muito investimento. “Cada escola adaptou o que era necessário, mas o essencial nesse momento é ter uma boa gestão, organização e, claro, seguir os protocolos”, explica.

A educação não será a mesma?

Muito tem se falado sobre a revolução da educação com a introdução da tecnologia: como será o futuro das escolas? As aulas serão híbridas? O ensino a distância (EaD) vai ganhar mais força? Segundo especialistas, quando se fala em educação, as coisas não são bem assim. Não só na região, mas no mundo todo, a pandemia antecipou o uso da tecnologia pelas escolas. Mas, de acordo com o professor Ademar esse foi um dos poucos pontos positivos para o segmento. “Acho importante o debate, mas híbrida não necessariamente é a junção de aulas presenciais e remota. Ela pode ser a união de aulas presenciais com o uso de qualquer outra tecnologia dentro de sala de aula”, conta. Portanto, se você acha que o “homeschooling” pode fazer parte do futuro, ele discorda: “A boa escola básica será uma escola presencial. É a escola que passa o dia com a criança, desenvolvendo habilidades, competências, trabalhando relacionamentos”, finaliza.

Segundo integrantes do Programa de Formação de Professores da Universidade de São Paulo (USP), Sonia M. P. Kruppa, Fernando Mendonça, Kleber Galvão de Siqueira Junior, Mariana Camargo Simão e Marina Braguini Manganotte, o EaD passou a ter um protagonismo maior com a pandemia, mas eles também defendem a formação presencial no futuro. “Temos a oportunidade de trazer para as instituições o debate, sem abrir mão de que a educação escolar é uma relação humana mediada pelo conhecimento e só realizada plenamente de forma presencial, num diálogo cara a cara”.

UM GIRO PELA VOLTA ÀS AULAS

NO MUNDO

A consultoria técnica brasileira Vozes da Educação realizou um levantamento por meio de documentos oficiais dos governos mundiais, para saber o nível de êxito da volta das aulas em 20 países. O resultado? Depois da retomada, a maioria dos países analisados tiveram uma abertura satisfatória. Alguns deles, como Alemanha e França, apresentaram casos de Covid-19 nas escolas, mas de maneira controlada. Também entram nessa lista países como Portugal, China, Singapura e Dinamarca. Por outro lado, mesmo com uma curva decrescente e número baixo de casos diários, Israel e África do Sul tiveram experiências negativas por conta de falha nas medidas sanitárias e na comunicação entre Governo e instituições de ensino.

NO BRASIL

O Ministério da Educação apresentou um Guia de Implementação de Protocolos de Retorno das Atividades Presenciais nas Escolas de Educação Básica, que reúne normas técnicas de segurança em saúde e recomendações de ações sociais e pedagógicas para um retorno seguro. Mas, a decisão de retorno às aulas presenciais é exclusiva de estados e municípios. O primeiro estado a voltar com o ensino presencial, de forma faseada, foi o Amazonas, mais precisamente sua capital Manaus, em agosto. Destaca-se a rede privada, que não registrou nenhum novo caso de Covid-19 em dois meses, de acordo com o Sinepe-AM (Sindicato das Escolas Particulares de Manaus). Outros estados também retornaram recentemente, como Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

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