Testamos o transporte público de Alphaville para São Paulo

A equipe da VERO testou dez rotas de transporte público da região, entre elas, três saindo de Alphaville com destino final para São Paulo

3. Frente do busao

Era uma quinta-feira chuvosa de abril. Esse foi o dia escolhido pela equipe da VERO para fazer um teste simples: ir de Alphaville à Av. Paulista usando o transporte público no horário de pico (por volta das 8h da manhã) – isso porque, de acordo com o resultado da nossa pesquisa, a maior parte dos moradores daqui que utilizam os coletivos os usa para ir para São Paulo a trabalho. Nos dividimos, então, em três: uma usaria a opção do ônibus executivo direto; outra, a integração trem-metrô; e a terceira, o ônibus intermunicipal convencional – com quantas baldeações fossem necessárias.

“Partimos da Al. Rio Negro. E a primeira dificuldade já apareceu no ponto de ônibus. Ele era grande e tinha um toldo como cobertura, mesmo assim, não dava para evitar a chuva, que era intensa nesse dia”, contou a designer Giulia Carrara, que se aventurava pela primeira vez na rota via ônibus intermunicipal. Para ela, as coisas se complicaram ainda mais ao longo do percurso: “Peguei o ônibus 085 Lapa. No começo estava vazio, mas superabafado, porque algumas janelas não abriam – além de ter algumas goteiras lá dentro! Levou uns dez minutos para que ele saísse de Alphaville. E, depois de aproximadamente uma hora dentro do ônibus, que já estava bem cheio, eu ainda estava na região de Osasco”.Às 9h30, o susto: “O motorista do ônibus parou e pediu para todo mundo descer: um carro caído em um buraco gigantesco estava bloqueando a via, e não tinha como passar”. Com toda a confusão, nossa “aprendiz de repórter” acabou levando mais de três horas para chegar ao destino final.


Já a estagiária de redação Gabriela Butieri, que faz o trajeto Alphaville-São Paulo quase diariamente para ir à faculdade, também relatou alguns probleminhas no ponto de ônibus, como goteiras, algumas placas de anúncio quebradas e colunas riscadas, mas, como sua rota foi via ônibus executivo direto, as dificuldades acabaram por ali. “O ônibus estava vazio. Conservado, muito confortável e com ar condicionado. Por conta da chuva, peguei um pouco mais de trânsito do que o normal. Cheguei na Paulista em 1h45”, relatou.

A repórter Gabriela Ribeiro, que fez o trecho com auxílio do trem e do metrô, teve uma surpresa boa: “Saí do ponto próximo ao Alphashopping em um ônibus em sentido ao centro de Barueri. Chegando lá, peguei o trem sentido Júlio Prestes. E ele estava vazio! Acredito que era um trem que partia daquela estação, e não de Itapevi, como os demais”, disse. Em contato com a CPTM, fomos informados de que, em dias úteis, no horário de pico da manhã (das 5h às 9h), realmente partem trens vazios da estação Barueri, com intervalo de cerca de dez minutos, sentido Júlio Prestes. Isso ajuda a desafogar os trens que partem da estação Itapevi.

“Precisei fazer duas baldeações: uma em Osasco – para pegar o trem sentido Grajaú – e outra em Pinheiros – para pegar o metrô da linha amarela para a Paulista. Lembrando que não preciso pagar passagens quando faço as baldeações. O trem e o metrô que peguei eram novos e confortáveis. Em alguns pontos eles ficavam cheios, mas nada que causasse muito incômodo”, completou Gabriela, que, ao todo, levou 1h30 no percurso. Já deu para perceber que, partindo de Alphaville para São Paulo, as rotas de transporte público são possíveis: o ônibus executivo direto levou 1h45 e custou R$ 10. Já o trajeto ônibus-trem-metrô custou R$ 8 e foi feito em 1h30. Considerando o dia chuvoso, é bem provável que esse tempo seja menor do que o de um carro particular. Em relação ao custo, também vale a pena: se formos colocar na ponta do lápis, um veículo gastaria pelo menos R$ 11,45 de gasolina (considerando somente a ida, a R$ 3,40 o litro de gasolina, com consumo médio de 8 km/litro), R$ 4 de pedágio e, em média, R$ 25 de estacionamento (valor da diária na região central de São Paulo).

Veja também o teste das rotas de ônibus para circular por Alphaville e região

Dá para melhorar o transporte público de Alphaville e região? Confira aqui

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