Testamos o transporte público para circular por Alphaville e região

Saímos às ruas para entender como funciona o transporte público para circular em Alphaville e região: É bom? Barato? O itinerário funciona? Confira como foi o teste

0. Pessoas correndo

Uma pesquisa feita pela VERO com 200 leitores revelou que, dos que disseram usar o transporte
público, mesmo que raramente (43%), 40% usam para circular por aqui. Nossa Redação, então, saiu às ruas para testar os trechos internos. A qualidade dos ônibus não é problema por aqui. Em todos os trechos, os veículos estavam em boas condições, e os deslocamentos foram feitos, na maioria das vezes, sentado – os respondentes da pesquisa da VERO também avaliaram o transporte público por aqui como bom (nota 3 em uma escala de 0 a 5). A maior dificuldade encontrada, no entanto, foram os itinerários.

Para ir de um ponto a outro, muitas vezes é preciso pegar mais de um ônibus. Ou, então, o ônibus circula tanto que acaba demorando muito tempo para percorrer uma distância curta. Para se ter uma ideia, da região do residencial Scenic até a região do Mackenzie, o trajeto de ônibus (incluindo a longa espera pelo coletivo) foi de 1h40 (sim, o mesmo tempo que para São Paulo). Com uma diferença alarmante: daqui para a capital, são 25,7 quilômetros; já do Scenic ao Mackenzie são 12 quilômetros.

Levamos mais de oito minutos para percorrer cada quilômetro. “Primeiro senti dificuldade para encontrar o ponto de ônibus. Ele fica em frente ao residencial, mas é bem escondidinho”, contou a repórter Gabriela Ribeiro, que fez o trajeto. “A área estava deserta, mas encontrei uma moça subindo a rua a pé. Foi ela quem me mostrou onde ficava o ponto. Mas alertou: ‘O ônibus aqui demora muito, por isso, ninguém fica nesse ponto. Venho andando lá de baixo todos os dias, assim como outras pessoas que trabalham no residencial’, disse. Fiquei no ponto mesmo assim, justamente para testar nossa rota.

Cheguei às 9h48, e o ônibus demorou 42 minutos para aparecer. Quando fui subir, o motorista informou que aquele ônibus estava indo para a garagem e que ia me deixar no ponto mais próximo – que era justamente de onde aquela moça estava vindo”, completou. “Antes de me deixar no novo ponto, o motorista ainda disse que quem fica no ponto do Scenic tem que contar com a sorte, pois o ônibus, além de passar de uma em uma hora, ainda atrasa. De lá, peguei um ônibus para a região central de Alphaville, pois não havia transporte direto para o entorno do Mackenzie. Desci no início da Rio Negro e fui andando até a Mamoré. Coisa de um minutinho. Passou um ônibus municipal da cidade de Barueri sentido Mackenzie (R$ 4,20), e cheguei ao meu destino às 11h30”, relatou Gabriela.

Responsável pela operação dessa linha, a EMTU destaca que a criação de linhas metropolitanas leva em
conta o desejo de deslocamento da maioria dos usuários do sistema. Mas prometeu reforçar a fiscalização da linha para verificar os atrasos.

Já para percorrer os 18 quilômetros que separam a entrada de Aldeia da Serra da região do 18 do Forte, em Alphaville, a repórter Beatriz Bononi gastou nada menos do que 2 horas – o trecho interno mais demorado. “De carro, normalmente, faço em 20 minutos”, lembrou ela. “O maior problema nesse trajeto foi o tempo de espera entre um ônibus e outro. De Aldeia tive que pegar um ônibus até o centro de Barueri e, de lá, outro para Alphaville”, relatou. “A parte mais curiosa, pra mim, é que, no trecho Aldeia-Centro de Barueri, o ônibus pegou uma rota alternativa para fugir do trânsito da Castello; segundo a cobradora, a mudança de rota em dias de trânsito é uma ordem da empresa”, contou Beatriz.

3. Aldeia_18 do forteVale contar que o trecho Aldeia da Serra-Alphaville já teve um ônibus “direto”, que deixou de existir há alguns anos. De acordo com a Secretaria de Segurança e Mobilidade Urbana de Barueri, como todas as linhas municipais hoje estão integradas, uma linha circulando de Aldeia da Serra para a região de Alphaville seria inviável.

Os demais trechos internos testados pela VERO, cujas distâncias médias eram de seis quilômetros, foram percorridos, em geral, em tempos de 40 a 20 minutos. Mas o maior desafio mesmo era chegar até os pontos de ônibus. Na região do colégio Universitário, por exemplo, o mais próximo fica a dez minutos de caminhada. No Melville Empresarial também, com um agravante: “Para chegar até lá, quase não há calçadas. Como havia chovido no dia anterior, tinha muita lama na rua”, completou Beatriz.

7. Mel_TamboreDemais percursos:

2. Marcos_CC4. Tambore 11_Centro de apoio6. Res 10_Baru

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