Thomaz Assumpção: “Nossas cidades são inteligentes?”

O termo smart cities está cada vez mais difundido, mas realmente estamos tratando-o de forma adequada? E quanto a Barueri e Santana de Parnaíba,
estão se transformando em cidades inteligentes?

Notadamente difundido nos últimos dez anos, o termo smart cities, ou cidades inteligentes, assim como conceitos como bairros planejados e sustentabilidade, tem se popularizado, sendo erroneamente atribuído às cidades que não apresentam o mínimo necessário de valor a este conceito.

A Fundação Getúlio Vargas traduz o conceito da União Europeia e classifica que cidades inteligentes são sistemas de pessoas interagindo e usando energia, materiais, serviços e financiamento para catalisar o desenvolvimento econômico e a melhoria da qualidade de vida.

Já a Carta Brasileira de Cidades Inteligentes, coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento Regional e realizada de forma colaborativa, define que cidades inteligentes são comprometidas com o desenvolvimento urbano e a transformação digital sustentáveis, em seus aspectos econômico, ambiental e sociocultural.

Expresso esses conceitos, como podemos mensurar o nível de desenvolvimento inteligente das nossas cidades? Em 2019 foi publicada pela ISO a norma técnica 37122 que define 80 indicadores para cidades inteligentes, norma traduzida e publicada em julho de 2020 pela ABNT (NBR 37122), permitindo a comparação de municípios globalmente, mas até o período atual, sem muita aderência das cidades brasileiras.

Já o Ranking Connected Smart Cities, estudo realizado pela Urban Systems, e publicado anualmente desde 2015, realiza a coleta e análise de 75 indicadores para mais de 670 cidades, trazendo apontamentos e insights a respeito das mais inteligentes do país em 11 eixos temáticos, com avaliações regionais e por porte de cidades.

O estudo serve como um primeiro diagnóstico das cidades avaliadas no que tange ao seu desenvolvimento em direção a se tornar uma cidade inteligente, além de vitrine para iniciativas e soluções inteligentes das cidades mais bem posicionadas.

A cidade de Barueri que já conta com 1.232 pontos de wi-fi grátis, 410 quilômetros de fibra ótica própria e 455 câmeras de segurança se destaca anualmente neste estudo. Na última edição do Ranking Connected Smart Cities a cidade ficou na 11ª colocação, sendo a primeira colocada no recorte de economia e a 5ª colocada no recorte de mobilidade.

Já Santana de Parnaíba, apesar de estar na 89ª colocação do estudo, destaca-se como a 7ª mais bem posicionada no recorte de segurança e a 11ª no recorte de governança.

Importante lembrar que a construção das cidades inteligentes não depende apenas do poder público, mas também da academia, dos empresários e da sociedade civil. E aí, vamos juntos, transformar as nossas cidades em cidades mais inteligentes?

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