Waltinho Nascimento: “O que deu e o que não deu para prever sobre a Copa do Mundo da Rússia”

O que marcou mesmo a Copa do Mundo da Rússia foi a participação brasileira. Pela expectativa gerada ficou a sensação de que deixamos a desejar e que nossas lideranças poderiam ter rendido mais

E a Copa do Mundo acabou. Triste! Uma Copa que, pelo menos aqui no Brasil, demorou a engrenar, mas claramente com o passar do tempo conquistou o torcedor. Os números de marketing e de audiência bateram recordes e os jogos foram inegavelmente emocionantes – como falamos na coluna “À nação, sim, ao governo não”A começar por uma final com 6 gols. Errei feio nos bolões dos quais participei. Finais de Copas do Mundo tendem a ser jogos tensos, apertados, defensivos. Desde 1970 não víamos uma Copa com mais de 3 gols no tempo normal. Embora a contar por todas as Copas, o resultado de 4×2 tenha se tornado o mais comum em finais do torneio – 1930, 1938, 1966 e 2018.

Tivemos o tão polêmico árbitro de vídeo pela primeira vez numa competição desse porte. O resultado, apesar de ter sido positivo, confirmou um pouco do que falávamos na coluna “Árbitro de Vídeo”. Por outro lado, errei na previsão da coluna “Tal Brasil, Tal Rússia”, que teríamos uma Copa em alto nível técnico. Embora tenhamos tido jogos emocionantes, os sistemas defensivos parecem ter se sobressaído em relação aos ataques. Palavras como compactação e recomposição foram repetidas exaustivamente por treinadores e, tecnicamente, a Copa da Rússia não conseguiu repetir os grandes jogos que aconteceram no Brasil. Talvez isso se deva ao nível de exigência física que o torneio impôs. Parte disso pode ser visto nos números: dos 169 gols do torneio, 101 saíram no segundo tempo da partida, onde teoricamente os jogadores estão mais cansados, oferecendo mais espaços ao adversário. Na Rússia aconteceram 9 gols depois dos 45 minutos do segundo tempo que decidiram partidas, recorde absoluto no quesito.

Mas o que marcou mesmo a gente foi a participação brasileira na Copa. Pela expectativa gerada ficou a sensação de que deixamos a desejar e que principalmente no jogo contra a Bélgica, onde fomos eliminados, nossas lideranças poderiam ter rendido mais. Do nosso goleiro ao nosso craque. Do nosso meia ao nosso treinador. Mais um acerto do colunista que vos fala foi o temor de que na hora que precisasse mexer no time, Tite repetisse erros do passado e ficasse preso a alguns conceitos que em uma Copa do Mundo podem ser fundamentais para uma eliminação precoce (como você pode ver na coluna “Que Venha o Hexa!”).

Agora os torneios nacionais e continentais voltam com tudo! Nos vemos por aqui.

Compartilhe
Leia mais de Waltinho Nascimento

Waltinho Nascimento: “Um novo jeito de torcer”

Hoje, os modernos telões entregam uma programação toda voltada a entreter o...
Read More

COMENTÁRIOS

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *