Waltinho Nascimento: “Panela velha é que faz comida boa”

Criou-se uma expectativa de que a nova safra de treinadores pudesse elevar o nome do Brasil no mercado internacional. Saiba mais!

O que Zé Ricardo, Alberto Valentim, Jair Ventura, Eduardo Baptista, Roger Machado, Maurício Barbieri, Thiago Larghi, Odair Hellmann e André Jardine têm em comum, além de serem técnicos de futebol? Todos são jovens e modernos treinadores, tidos como parte de uma safra promissora que poderia elevar o nome do Brasil no mercado internacional.

A verdade é que, com algumas exceções, poucos brasileiros conseguiram sucesso como treinadores de ponta fora do Brasil, diferentemente dos nossos hermanos argentinos, que têm tradição de exportar treinadores com o mesmo sucesso de seus jogadores.

Há alguns anos, criou-se expectativa de que essa nova safra, voltada mais ao estudo, à integração de categorias de base com profissional, análise de desempenho de atletas e outras modernidades, pudesse mudar um pouco esse panorama, e a gente passasse a ter mais representantes nas comissões técnicas de grandes times e seleções europeias.

O Palmeiras, time com maior investimento em atletas nos últimos anos, comprou essa ideia no começo da temporada de 2018. Montou um elenco forte, caro, mesclando jogadores jovens e experientes – sem dúvida o elenco mais forte do Brasil –, e colocou Roger Machado para gerir esse grupo na expectativa de também em campo mostrar a superioridade que financeiramente é tão clara.

Mas o resultado foi de um time que não se encaixou. Ficava a sensação de que o elenco tinha mais a entregar, apesar de os resultados não terem sido desastrosos. A exigente torcida cobrou, e Roger não resistiu muito tempo no cargo. Rapidamente, o Palmeiras anunciou Luiz Felipe Scolari, o Felipão, para substituí-lo.

“Felipão? Sério?”, foi a reação da mídia em geral. “Aquele técnico ultrapassado cuja lembrança mais recente é do fatídico 7 x 1?”. “Cadê a tal modernidade de que tanto falávamos?”

O que se viu dali para a frente foi uma arrancada de 22 jogos invictos no campeonato, que culminou com o décimo – é isso mesmo? – título brasileiro do Verdão.

O problema agora é que, quando olhamos para a lista de treinadores que citei no começo desta coluna, dá um desânimo…. Bom, que venha 2019, caro leitor.

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