Há 45 anos, Roberto de Albuquerque assinou o cheque para a compra de Alphaville

Irmão de Renato de Albuquerque, um dos fundadores do bairro, Roberto foi diretor financeiro da Construtora Albuquerque Takaoka e coleciona muitas histórias

Foto: Rodrigo Sacramento

No escritório de sua casa, Roberto de Albuquerque, de 94 anos, preserva todos os documentos relacionados a sua vida. Entre os arquivos, há sua primeira identidade, contratos de quando trabalhou no palácio do governo e de quando foi diretor financeiro da Construtora Albuquerque Takaoka – do seu irmão mais novo, Renato de Albuquerque, e Yojiro Takaoka, fundadores de Alphaville. “Não participei do processo de criação do bairro, o mérito é deles. Mas como responsável pelo financeiro, fui o homem que assinou o cheque para a compra de Alphaville”, revela o braço direito do irmão. Apesar de morar hoje em São Paulo, ele vem ao bairro duas vezes por semana. Isso porque há mais de 15 anos Roberto é presidente do conselho de administração da AREA e tem um escritório na região onde fica disponível para dar conselhos sobre negócios – para quem precisar.

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COMENTÁRIOS

  • Fui office Boy do sr. Roberto de Albuquerque durante 4 anos na alameda Santos, 322 hoje eu tenho 56 anos me sinto um homem honrado de ter tido esse previlegio de ter trabalhado com o senhor, o senhor é um amor de pessoa e eu sou muito grato, obrigado.

  • Trabalhei na Takaoka durante 15 anos, após a cisão da Construtora! Tive o previlégio de ver uma das assinaturas mais bonitas que é a do sr Roberto!!! Gostaria de vê-la novamente!

  • Comecei minha vida como office boy do Sr. Roberto de Albuquerque na Alameda Santos, 322 em 1979, excelente pessoa, humilde , tratava muito bem seus funcionários, adorava amendoim , dava pacotes de doces de amendoim para seus funcionários, tratava como filhos. Grande pessoa , inspirou muita gente de bem nessa vida. Que Deus o proteja sempre ! depois fui para a contabilidade trabalhar com o Sr. Yochizo Warizawa, outra pessoa gente boa também, na verdade todos ali eram protetores de seus funcionários, Dr Renato de Albuquerque e Dr. Yogiro Takaoka também , e apesar de suas varias formações universitárias, o Sr. Roberto não gostava que o chamassem de doutor, uma vez que ele disse que doutor era quem tinha defendido a tese ” do penico” .kkkk . Grande pessoa , inspirou muita gente de bem nessa vida. Que Deus o proteja sempre ! , trabalhei quase 05 anos na empresa, hoje estou aposentado com 54 anos de idade. .

    • Serginho, era assim que a gente te chamava ou Piá não me lembro, que bacana encontrar vcs por aqui depois de tantos anos. Espero que esteja bem. Abs

  • Que surpresa maravilhosa encontrar essa matéria. Iniciei minha vida profissional em 1981 como office boy trabalhando diretamente com este senhor na saudosa Construtora Albuquerque & Takaoka. Ainda sonho recorrentemente com meu primeiro emprego. Hoje mais uma vez tive esse sonho e a primeira coisa que fiz foi pegar o celular e procurar pelo seu nome: Dr Roberto de Albuquerque. Após quase 40 anos ainda tenho lembranças vivas do dia-a-dia da nossa convivência: a primeira vez em que andei no seu Landau escorregando no banco traseiro – que como me lembro, parecia gigante; ou ganhando um extra ajudando sua filha Vera a encher balões em sua loja de festas infantis; ou mesmo nas raras ocasiões que recebia como recompensa uma paçoca Amor – aquela do coração vermelho – que ficava bem escondida como um tesouro no fundo do seu escritório. Tenho hoje a idade que o Dr Roberto tinha quando o conheci, e confesso que ainda me intriga seu hábito de ler o obituário do jornal todas as manhãs. Pensava comigo mesmo “será que quando a gente envelhece isso se torna um passatempo legal?”. Ainda não adquiri esse hábito, então imagino que ele estivesse apenas sendo cuidadoso com as pessoas conhecidas. Sua personalidade forte impunha respeito e admiração, algo que me fazia endireitar na cadeira quando ouvia o som das chaves no seu bolso, quando ele apontava no corredor. Ou ainda quando me ensinava o melhor caminho para chegar a algum lugar. Talvez algum leitor aqui se lembre de um garoto que corria pelos escritórios na região da avenida Paulista, recolhendo seus cheques mensais e devolvendo suas incontáveis notas promissórias. Aprendi com o tempo, que as coisas mais legais que podemos carregar com a gente são as nossas lembranças, e essas que contei aqui são apenas algumas delas. Muito obrigado Dr Roberto de Albuquerque pela convivência e pelos ensinamentos. A todos que passaram por aqui, espero que estejam bem e com saúde. Em tempo, a minha assinatura pessoal estranhamente lembra aquelas cobrinhas da sua assinatura 🙂

  • Serginho, era assim que a gente te chamava ou Piá não me lembro, que bacana encontrar vcs por aqui depois de tantos anos. Espero que esteja bem. Abs

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