Luis Paulo Luppa: “Sua empresa tem líderes do bem?”

Quando uma pessoa tem espaço e autonomia para tomar decisões, ela está ditando a velocidade da curva do seu gráfico para o sucesso ou não

Líder do bem é aquele que os seus seguidores emanam felicidade e orgulho. Mas nem sempre é assim, o nosso mundo corporativo é uma verdadeira selva de inúmeras oportunidades, mas também de muitas ciladas e ameaças. Líder do mal é aquele que manipula e cria regras próprias. Imagine você ter um general no seu exército comentando a sua estratégia com o inimigo. Imagine um técnico de futebol escalando no time os “mais chegados” e não os mais talentosos e bem treinados. Imagine o presidente da república constituindo o ministério ao invés de especialistas e profissionais qualificados para cada pasta, acomodando políticos dos partidos aliados mesmo sem entender nada de nada.

É meu amigo, poder e autonomia não é para qualquer um. Pode ser tudo limitado e bem vigiado, quando o correto deveria ser controlado, mas a verdade é uma só, quando você elege um líder você dá a ele, no mínimo, o tripé da vida ou da morte. O que é o tripé da vida ou da morte? São senhas que dão acesso a essência dos seus resultados!

• Espaço para tomar decisões;

• O direito de influenciar pessoas;

• O dever de cobrar resultados das pessoas.

Vamos entender uma a uma de forma bem objetiva:

Quando uma pessoa tem espaço e autonomia para tomar decisões, ela está ditando a velocidade da curva do seu gráfico para o sucesso ou não. Decisão tem a ver com escolhas. Você pode tomar decisões de ordem administrativa, estratégica, operacional ou o mais arriscado, de pessoas. Lembrando que quando falamos de pessoas, estamos interagindo com o maior patrimônio de uma organização, seja ela qual for: gente.

Dentro do universo empresarial existem dois tipos de decisões: as que nos favorecem e as que favorecem a empresa. Olha que perigo! Quantos dos seus líderes estão preparados para separar o singular do plural, ou seja, o eu do nós? Quantos estão aptos a decidir de forma racional e não emocional? Quantos refletem e ponderam todas as variáveis de uma situação para fazer a melhor escolha?

Quantos têm a visão clara do que é tático e do que é estratégico? Quantos entendem de pessoas?

É de fundamental importância que o líder goste de pessoas, goste de desenvolver, orientar, motivar, avaliar, apontar pontos de melhorias, enfim, ser gente. Saber que o seu “poder” de líder tem que ser utilizado para o bem, em prol do desenvolvimento da empresa e de seus liderados. Infelizmente, se você não criar um programa de líderes, você terá pessoas do bem e pessoas do mal liderando a sua empresa. Quando você tem um líder do mal, invariavelmente este profissional vem com o kit demônio:

• Vaidade

• Egoísmo

• Ambição

• Injustiça

Agora, pensa comigo no estrago que esse kit pode fazer. Isso não é bem um kit, é uma bomba!

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