Helio Contador: “Cuidar da sua saúde mental está entre as metas para 2019?”

Estima-se que em 2020, a depressão será a doença que mais vai incapacitar pessoas no mundo

Todo começo de ano definimos nossas metas cheias de esperança e promessas, das mais variadas modalidades (emagrecer, parar de fumar, praticar esportes, viajar, aprender inglês, etc.) mas pouco se vê sobre compromissos que possam aumentar nossa saúde mental – leia “Ano novo, cérebro novo”. E esse é um dos grandes desafios que temos no momento. As empresas já perceberam que ter funcionários treinados e comprometidos já não é mais suficiente para dar conta da rotina atual, cada vez mais estressante e exigente. Se as pessoas não tiverem um bom desempenho mental, as coisas não terão os resultados esperados.

Segundo levantamento do INSS – Instituto Nacional do Seguro Social, as doenças psicossociais relacionadas à depressão, ansiedade e síndrome de burnout estão entre as cinco principais causas de afastamento do trabalho no nosso país, segundo matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo desse último domingo. A própria Organização Mundial da Saúde estima que em 2020 a depressão será a doença que mais incapacitará as pessoas no mundo. As empresas já perceberam isso e estão começando a cuidar da saúde cognitiva dos seus funcionários, além das tradicionais capacitações técnicas, comportamentais e motivacionais. Leia também: “Os maiores obstáculos para inovação em grandes empresas”.

Por incrível que pareça, manter alguém cognitivamente alerta não tem a ver com as pessoas que aparentam ser muito ativas ou “multifuncionais”, pelo contrário, estamos falando de pessoas de bem com a vida, que entendem a importância do autoconhecimento e o uso inteligente das emoções,  pessoas altruístas e gratas ao universo, pessoas empáticas e assim por diante.

Segundo a matéria citada acima, já é comum encontrarmos empresas que oferecem terapia gratuita aos funcionários, no horário de trabalho, assim como qualquer outro treinamento técnico, comportamental ou até mesmo aulas de inglês e espanhol.

Nas sessões de mentoria ou coaching encontramos muitas vezes a necessidade de aplicar algum tipo de relaxamento antes de iniciar os trabalhos, caso contrário o aproveitamento do encontro poderá ficar totalmente comprometido.

Num artigo bem recente no blog do Center for Creative Leadership (10/1/19) eles falam que alguns sinais comuns de um estado pobre de saúde cognitiva incluem sintomas de exaustão física, ansiedade, irritabilidade, indecisão, falta de foco e dificuldade de memória. Apesar de que esses sintomas podem se confundir com efeitos colaterais de uma carreira de sucesso, eles atrapalham efetivamente o desempenho dos líderes e funcionários, podem resultar em sérios problemas de saúde, além de desvirtuar a carreira profissional.

A boa notícia é que existem alternativas para minimizar esses efeitos. As mais recentes pesquisas neurocientíficas confirmam que nosso cérebro é muito mais maleável do que pensávamos no passado, ou seja, nossas conexões neurais mudam constantemente e se adaptam à novas situações (a chamada plasticidade do cérebro). Assim como nossos bíceps, nós podemos “fortalecer” nossas sinapses dando a atenção e o tempo que nosso cérebro necessita. Aqui vão 4 sugestões para isso:

1. Aprender ativamente

O processamento de novas informações é uma das melhores maneiras de exercitar nosso cérebro. Novos conhecimentos significam novos caminhos neurais e isso é particularmente importante porque, com o avanço da idade, perdemos neurônios e conexões sinápticas. Aprender novos idiomas, participar de congressos, workshops e aprender a tocar um novo instrumento musical podem ser de grande ajuda, inclusive na prevenção de doenças como Alzheimer.

2. Respirar melhor

Uma respiração adequada é muito importante para a oxigenação do cérebro, influenciando diretamente na saúde cognitiva. Nos exercícios de meditação e mesmo nos cursos de oratória que conheço, a respiração correta é parte fundamental do processo. Além do mais, um dos sinais de perigo para o nosso cérebro é quando aceleremos nossa respiração, ativando o estado de alerta. Quando respiramos calmamente estamos enviando uma mensagem para o cérebro de que não estamos em perigo e com isso podemos relaxar e usar nossa energia cognitiva para focar em coisas mais importantes.

3. Resolver problemas

sem desafios nosso cérebro entra em modo de repouso, deteriorando conexões que não são utilizadas. No trabalho, problemas é que não faltam, mas, se você já não está mais numa atividade profissional tão intensa, você pode buscar desafios em exercícios de palavras cruzadas, jogos de cartas, xadrez ou em centenas de jogos nos aplicativos dos smartphones ou computadores.

4. Dormir bem

um adulto, em média, precisa dormir de 7 a 9 horas por noite. Estudos mostram que a falta constante de sono adequado tende reduzir nossa potência cerebral e nossa função cognitiva, podendo resultar em consequências como a falta de concentração, perda de memória, ansiedade ou até mesmo depressão. É importante ressaltar que não só a quantidade do sono que é importante, mas também a qualidade dele. Como podemos resolver isso? Tendo uma alimentação leve antes de dormir, evitar bebidas energéticas ou alcoólicas, fugir de leituras ou filmes que tragam muita tensão, violência, suspense e agitação. Isso parece meio óbvio, mas sem perceber acabamos fazendo essas coisas e depois sofremos no dia seguinte.

Bom, espero ter contribuído com essa matéria e até nosso próximo artigo…


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