Helio Contador: "Ocitocina - O hormônio da felicidade"

É um pouco mais trabalhoso, mas a verdadeira conquista da felicidade está no aprofundamento do autoconhecimento e na educação de si mesmo
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Começou acelerado… é essa a impressão das pessoas com quem tenho conversado nesse início de 2.020. Aquele começo de ano devagar, quase parando, só esperando o Carnaval chegar não está acontecendo dessa vez.

Algo parece que mudou e que novos ventos estão soprando nas nossas vidas, trazendo mais esperança e felicidade para todos nós. Falando dessa tal “felicidade”, tente colocar no Google essa palavra para ver o que acontece: em uma pesquisa recente, apareceram quase 78 milhões de resultados em apenas 0,45 segundos. É pouco ou quer mais?

Falar sobre felicidade é um tema já bem batido, mas parece que nunca sai de moda. Entendo que, quanto mais caótico e incerto for nosso dia a dia, mas intensa será a busca por dias melhores nas nossas vidas, só que, na minha observação, buscamos a felicidade de forma incorreta, o que acaba acarretando mais decepções e dor para nós mesmos. Falo isso porque vejo muita gente na busca frenética da ilusão de ser feliz através da lei do menor esforço, através da aquisição de facilidades e privilégios sem ter o mérito do trabalho para tanto. Outra busca inglória é tentando encobrir sua face real por máscaras do poder e do ter, esquecendo que esses efeitos são efêmeros e só duram, no máximo, enquanto vivos aqui na Terra. Digo no máximo porque conheço inúmeros casos em que a fama, a glória, o poder e a riqueza material se transformam facilmente em vidas arruinadas e famílias destruídas.

É um pouco mais trabalhoso, mas a verdadeira conquista da felicidade está no aprofundamento do autoconhecimento e na educação de si mesmo. Está na busca verdadeira de uma razão para viver, preenchendo o vazio existencial que muitos de nós sentimos, em diversas situações, sem mesmo saber de onde ele vem.

Quando entendermos que somos seres singulares, que precisamos descobrir nossos próprios caminhos, lutar pelos nossos sonhos, aceitando que somos seres imperfeitos e vulneráveis, aí sim começaremos a participar da vida como ela é na realidade, sem ilusões e utopias.

Assisti uma aula, recentemente, do Neuroeconomista Paul Zak, também conhecido como “Doutor Love” por seus trabalhos e pesquisas sobre o efeito da ocitocina no ser humano e nos animais, também conhecida como a molécula do amor, da moral e da confiança. Ele ficou famoso, entre outros trabalhos, após uma palestra em 2.011 no TED Talk prescrevendo 8 abraços por dia como um fator gerador de ocitonina no nosso organismo, aumentando a empatia, confiança e generosidade nas pessoas.

Quando a ocitocina é liberada pelo cérebro, segundo Zak, ela também funciona como um neurotransmissor e possibilita a produção de dopamina e serotonina, neurotransmissores ligados ao prazer e à recompensa, ajudando também na redução da ansiedade. Além disso, a ocitocina também está relacionada com o parto, a amamentação, o orgasmo e outras tantas funções. Quem se interessar mais, é só pesquisar o farto material disponível na internet.

No aspecto corporativo existem vários trabalhos que relacionam a ocitocina com a confiança entre as pessoas, o que faz crescer a felicidade no ambiente das empresas, uma vez que nos importamos com os propósitos e com o que os outros estão fazendo. Gente feliz e confiante representa mais comprometimento, mais dedicação e mais produtividade, gerando melhores resultados.

Para encerrar, fica a receita simples do Paul Zak, a custo zero: 8 abraços por dia para gerar mais empatia, generosidade e confiança nas pessoas que estão ao nosso redor!

Um “abraço” e até o próximo artigo.

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